Governo não sabe quantas pessoas estão desaparecidas

Não sabem nada, de nada! Sabem sim, como fazer de conta e inventar desculpas!

Número de desaparecidos é incerto desde a primeira hora, mas no MAI acredita-se que o número de vítimas estabilizou. Certezas só no final desta semana ou início da próxima.

Márcio Berenguer – Publico

22 de Junho de 2017, 20:22

Os últimos dados oficiais apontam para 64 mortos e 254 feridos Paulo Pimenta

Primeiro, famílias inteiras desapareceram. Casais não deixaram rasto. Aos poucos, à medida que o fumo se foi dissipando e as chamas perdendo fogo, muitas destas pessoas regressaram. Outras estarão entre os 254 feridos oficiais. Mas, ao certo, ninguém sabe quantas continuam ainda desaparecidas na sequência do incêndio que provocou 64 vítimas mortais.

O Ministério da Administração Interna (MAI) admite que essa contabilidade está ainda por fazer, mas garante que quem procura familiares que estavam na zona de Pedrógão Grande não está a ficar sem resposta. O número de vítimas mortais estabilizou nas 64 logo na segunda-feira e as autoridades acreditam, tal como já sublinhou a ministra Constança Urbano de Sousa, que já não deverá subir. Segundo a mesma fonte, a GNR já completou o chamado “varrimento” de todas as áreas afectadas pelo fogo sem que novas vítimas tenham sido encontradas.

“A Autoridade Nacional de Protecção Civil tem uma linha telefónica de informações, 800 246 246, em que o operador faz uma triagem caso a caso e procura depois nos vários organismos que estão no terreno inteirar-se do paradeiro dessa pessoa”, explica ao PÚBLICO fonte do MAI, dizendo que durante os dias mais intensos a preocupação das autoridades foi para o combate às chamas e para o socorro dos feridos.

Em Pedrógão Grande, foram várias as instituições que acolheram pessoas deslocadas. A Cruz Vermelha Portuguesa e várias misericórdias da zona. Por isso, após contacto para o 800 246 246, a Protecção Civil procura junto destas instituições informações sobre essa determinada pessoa.

O objectivo, diz o gabinete da ministra, é facilitar, evitando assim que quem procura alguém tenha que contactar os vários locais de acolhimento espalhados pelo concelho. Números oficiais, acrescenta a mesma fonte, só no final desta semana ou no início da próxima, quando o ministério cruzar os dados disponíveis de todas as entidades envolvidas.

Foi o que aconteceu em relação à matemática dos feridos. Na terça-feira, o balanço oficial indicava 157 ligeiros e sete graves. Um dia depois, o número foi actualizado para 254, mantendo-se os sete feridos graves, entre os quais uma criança e quatro bombeiros.

“Quando cruzámos os dados dos vários hospitais, o número foi actualizado”, explica o MAI, dizendo que entre os que estavam dados como desaparecidos contavam-se muitos turistas nacionais, que passavam por Pedrógão Grande quando aconteceu a tragédia. Os contactos para a linha oficial entretanto criada têm sido residuais e foram descendo à medida que os dias iam passando.

Para os locais, e numa altura em que a rede móvel continua a ser intermitente na zona mais atingida pelo incêndio, a Protecção Civil tem-se socorrido dos carteiros para, de casa em casa, de porta em porta, identificar possíveis pessoas desaparecidas. “Os carteiros têm sido o nosso GPS, pelo conhecimento profundo que têm daquela zona e de quem lá vive em cada habitação”, adianta o MAI, que em vez de “desaparecidos” prefere a expressão “paradeiro desconhecido”.

A SMS para os maridos…

Um grupo de mulheres reuniu-se num seminário com o título «Sobre como melhorar a sua vida conjugal».

Em fase introdutória, foi-lhes questionado: “Quais de vós ainda amam os seus maridos?”

– Todas levantaram a mão!

De seguida foram inquiridas sobre qual a última vez que teriam dito aos seus maridos que o amavam.

– Algumas responderam “Hoje”, outras “Ontem”. A maioria não se recordava!

Por fim, fizeram um teste e pediram-lhes que todas agarrassem no respectivo telemóvel e enviassem uma SMS aos seus maridos dizendo

“Amo-te muito Querido.”

Depois, foi-lhes pedido que mostrassem as respostas dos respectivos maridos. Estas foram algumas das respostas:

§  –  Mãe dos meus filhos! Tu estás bem??

§  –  Que foi? Bateste com o carro outra vez?

§  –  Que fizeste agora? Desta vez não te perdoo!

§  –  Que queres dizer?

§  –  Não andes com rodeios, diz-me só de quanto precisas.

§  –  Estarei a sonhar?

§  –  Se não me dizes para quem era este sms, juro que te mato!

E a melhor de todas:

&–  QUEM ÉS?

Tragédia de Pedrógão: O que já sabemos e o que ainda falta saber.

Não é do interesse das companhias de seguros, que as causas sejam de origem natural e dos equipamentos, pois se for de origem criminosa, nem o Pôncio Pilatos lavarias as mãos tão depressa do assunto.

“Continua a ser demasiado aquilo que não se sabe sobre o que correu mal no incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande e alastrou aos municípios vizinhos, provocando 64 mortos e 254 feridos. O 11.º fogo mais mortal no mundo desde 1990 deixou ainda 150 famílias desalojadas.

Natália FariaNatália Faria  23 de Junho de 2017, 1:08


O IPMA emitiu algum aviso sobre a probabilidade agravada de ocorrência de incêndios florestais?

Sim. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um aviso meteorológico sobre o risco muito elevado de incêndio florestal para a zona de Pedrógão Grande (e para outras regiões do país) quatro dias antes do incêndio. O alerta foi lançado por causa das altas temperaturas e baixos níveis de humidade previstos para esta região. A trovoada também fazia parte das previsões do IPMA que levaram ao alerta sobre o elevado risco de incêndio, mas não foi referida no aviso meteorológico feito para esta e outras regiões do país. Porém, segundo um esclarecimento enviado na quarta-feira pelo presidente do IPMA, Miguel Miranda, ao primeiro-ministro, “os níveis de avisos emitidos estavam de acordo com as regras fixadas entre o IPMA e a ANPC [Autoridade Nacional de Protecção Civil] ”.

Como e onde começou o incêndio?

A cronologia da ANPC aponta as 14h43 como a hora a que foi recebido o primeiro alerta para um incêndio rural em Escalos Fundeiros, uma localidade de Pedrógão Grande. Menos de 24 horas depois, a Polícia Judiciária (PJ) apontou a árvore onde terá ocorrido a descarga eléctrica que desencadeou o fogo, afastando desde cedo a possibilidade de origem criminosa. É relativamente fácil aos peritos na investigação de fogos determinarem a sua origem, como explicou um destes responsáveis ao PÚBLICO. A árvore atingida pelo raio, que não arde dada a velocidade da descarga, tem de apresentar marcas de enegrecimento e o solo em volta fica “recozido, arenoso, como que vitrificado”. Esta tese, porém, já foi contrariada pelo presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares, que alega ter fundamentos para acreditar em “mão criminosa”. A PJ vai ouvir este responsável e prosseguir com a investigação às causas do fogo.

Houve condições meteorológicas adversas que condicionaram a propagação do incêndio?

Sim. Independentemente de o incêndio ter ou não começado pela descarga eléctrica de trovoada seca, a alta temperatura e baixos níveis de humidade (33,3 graus Celsius e uma humidade de 20%) que se fizeram sentir nesta região funcionaram como combustível para o fogo, ajudando na (rápida) propagação das chamas.

Há alguma explicação geofísica para a forma anómala como o fogo se propagou?

Além das altas temperaturas, baixa humidade e do facto de a região estar colonizada por espécies altamente inflamáveis (como pinheiros bravos e eucaliptos), o IPMA levanta ainda a hipótese de ter ocorrido um fenómeno meteorológico chamado downburst durante o incêndio e que pode ter acelerado a sua propagação. Trata-se de uma massa de ar descendente, que chega até ao solo e se espalha de forma radial, causando ventos fortes. Uma vez chegada ao chão, essa descarga de ar dispara para todas as direcções. Parece um tornado, mas não é. A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, também adiantou que “a própria dinâmica do incêndio provocou ventos convectivos e fez aquilo que os especialistas chamam incêndio eruptivo, ou seja, faz uma espécie de um tornado de vento em que lança bolas de fogo, aliás muitos populares descreviam isso mesmo: como se tivesse havido um furacão, um tornado com bolas de fogo e a uma velocidade absolutamente estonteante”.

Como foi a primeira reacção ao incêndio? Por que é que, havendo um aviso prévio para o risco de incêndio e tendo o alerta sido dado às 14h43, mais de cinco horas depois, às 20h de sábado, só estavam 180 bombeiros no local e dois meios aéreos?

Não há, por enquanto, uma resposta directa a esta questão. O presidente da ANPC, Rui Esteves, tem-se mantido em silêncio. A ministra Constança Urbano de Sousa já admitiu que pode ter havido por parte da ANPC uma “subvalorização” dos alertas. “A elevação do alerta de prontidão é algo que temos que avaliar de uma forma mais aprofundada. Admito que tenha havido uma subvalorização dessa informação”, declarou, para lembrar, porém, que no sábado o país registou 156 incêndios, cujo combate envolveu mais de 9000 operacionais e quase 3000 viaturas. As falhas nas comunicações podem, por outro lado, ajudar a perceber por que é que, tantas horas depois do início das chamas, os operacionais no terreno continuassem a ser tão poucos. Entre os bombeiros, as perguntas que circulam têm nuances mais precisas: como é que o comando não solicitou meios aéreos logo no início da operação? Os meios aéreos que estavam a abastecer nas imediações para combater um outro incêndio não poderiam ter sido repartidos logo pelos dois incêndios?

Por que não foi cortada ao trânsito a Estrada Nacional 236-1, onde acabaram por morrer 47 pessoas. É verdade que esta via foi indicada pelas autoridades como alternativa ao IC8?

Na sequência do despacho do ministro António Costa, a GNR sustentou que “não havia qualquer indicador ou informação que apontasse para a existência de um risco potencial ou efectivo em seguir por esta estrada em qualquer dos sentidos”. Em jeito de justificação, a GNR explicou que o acesso à EN 236-1 se faz a partir de múltiplos locais, “muitos deles provenientes de pequenas localidades e propriedades existentes nas proximidades e não apenas a partir do IC8”. Acresce que foi no contexto de um fogo “invulgar”, com “múltiplos focos de incêndio e propagações galopantes e imprevisíveis”, que terão ocorrido, ainda segundo a GNR, os fatídicos acontecimentos na EN 236-1, “uma vez que o fogo terá atingido esta estrada de forma totalmente inesperada, inusitada e assustadoramente repentina, surpreendendo todos, desde as vítimas aos agentes de protecção civil, nos quais se incluem os militares da Guarda destacados para o local”. Neste contexto, a GNR confirma que cortou a circulação no IC8 cerca das 18h50, tendo sido depois forçada pelo avanço do fogo a recuar para a zona de confluência do IC8 com a EN 236-1. Esta manteve-se aberta. E aos automobilistas restavam três opções: retroceder pelo mesmo IC8 em direcção a Oeste ou arriscar os cerca de 14 quilómetros da EN 236-1 em direcção a Figueiró dos Vinhos ou em direcção a Castanheira de Pêra. Os que o fizeram ficaram encurralados. A ministra da Administração Interna já se manifestou “perplexa” com o facto de a GNR não ter decidido logo fechar esta via, mesmo considerada a forma “anómala” e “eruptiva” como o fogo se propagou, e não descartou investigações à actuação da GNR.

Houve interrupção do funcionamento da rede SIRESP?

Não há respostas cabais. Vários operacionais e autarcas no terreno alegam que sim, que os homens das diferentes forças que combatiam as chamas estiveram várias horas sem conseguirem comunicar entre si, o que ajudará a explicar em parte a reacção tardia em termos de mobilização de meios. Mas, por enquanto, Constança Urbano de Sousa admite apenas “intermitências” e não uma falha total das comunicações, adiantando que o que lhe garantiram foi que, pelas 20h, as redes móveis por satélite já estavam no terreno a substituir a fibra óptica que ficou queimada pelo fogo. De todo o modo, foi pedido um “relatório circunstanciado” cujas conclusões estavam previstas para ontem.

Que impacto tiveram estas falhas no planeamento, comando e execução das operações?

Ninguém adianta para já essa informação. Mas um relato de um dos bombeiros que estiveram desde a primeira hora no combate ao fogo diz que, além das falhas na comunicação de emergência, estes estiveram “sem qualquer rede móvel” durante várias horas, sendo que a rede da Meo apenas foi reposta “dias depois”. “Ouvi indicações contraditórias e assisti a meios esperarem imenso tempo por novas ordens, enquanto outras zonas ardiam e ninguém recebeu as informações, pois era impossível para os cidadãos informar pelas vias 112 ou centrais dos corpos de bombeiros. Onde andavam os meios de reconhecimento? E como garantir aos cidadãos uma capacidade de comunicação de incidentes ininterrupta em estado de emergência?”, questionou este bombeiro.

O Governo sabia das fragilidades do SIRESP e, nesse sentido, pode considerar-se que houve negligência do MAI?

A ministra da Administração Interna confirma as conclusões de um relatório oficial tornado público que aponta falhas anteriores no sistema de comunicações, nomeadamente no incêndio do ano passado no Sardoal, em que 50% dos operacionais no terreno estiveram sem comunicações, e em 2014, ano em que a morte de dois bombeiros num incêndio em Carregal do Sal terá sido propiciada por falhas nas comunicações. Mas, garantiu Constança Urbano de Sousa na entrevista à RTP, essas falhas “tiveram consequências, nomeadamente ao nível contratual, com [novas] obrigações contratuais de reforço da rede e ao nível das manutenções”. Porém, os especialistas, como ontem no PÚBLICO António Salgueiro, que liderou o Grupo de Análise e Uso do Fogo entretanto praticamente extinto, são muito menos benevolentes no balanço que fazem ao funcionamento do SIRESP: “Gastámos cerca de 400 milhões de euros num sistema de comunicação de protecção civil e, passados cerca de dez anos, continuamos com um sistema que falha, quando os sistemas de comunicação da protecção civil têm recursos alternativos para que nunca falhem ou que a probabilidade de falharem seja muito baixa. É inacreditável.”

Ainda há pessoas desaparecidas?

As autoridades estão ainda a cruzar os dados recolhidos por cada uma das forças, segundo o Ministério da Administração Interna. Continua aberta a linha para informações sobre vítimas e desaparecidos: 800 246 246.

Como é feita a identificação dos corpos?

Uma das técnicas primárias na identificação de cadáveres em desastres como o de Pedrógão Grande faz parte da medicina dentária forense e apoia-se na comparação dos dentes da vítima com os registos dentários existentes. Nos cadáveres que ficaram carbonizados não há impressões digitais, como terá ocorrido nalgumas das vítimas deste incêndio. Quando as temperaturas são muito elevadas, a partir dos 400 graus Celsius, o material genético dos ossos também fica destruído, impossibilitando uma identificação por este meio. Outras técnicas secundárias são as medidas de identificação circunstancial — por exemplo, documentos legíveis, objectos pessoais, roupas ou, no caso dos corpos carbonizados nos carros, até a matrícula da viatura. Anteontem à noite, a ministra da Justiça garantiu que as autópsias aos cadáveres foram concluídas num tempo recorde de 48 horas mas que ainda há corpos por identificar no Instituto Nacional de Medicina Legal de Coimbra. A respectiva identificação, que está a ser feita em colaboração com a Polícia Judiciária, tem que ser feita por via do reconhecimento dos cadáveres por familiares. Francisca Van Dunem explicou que, caso as famílias apareçam a reclamar os corpos, será ainda possível extrair material genético para fazer o processo de comparação, nos casos em que haja dúvidas.

Quem vai investigar o que se passou?

O Ministério Público já abriu um inquérito-crime para apurar tudo o que esteja relacionado com a origem deste fogo. Noutra frente, o primeiro-ministro, António Costa, garantiu ontem “total abertura e disponibilidade” do Governo para que uma comissão técnica independente, formada pelo Parlamento a pedido do PSD, possa “tão depressa quanto possível” adiantar todas as respostas que faltam para compreender cabalmente o que se passou e a reacção das autoridades. A Inspecção-Geral da Administração Interna também deverá ser chamada a abrir um inquérito à actuação das forças de segurança, sendo que muitos dizem não compreender por que é que este inquérito está a tardar tanto, tomando como exemplo o facto de, no ano passado, em São Pedro do Sul, quando as chamas causaram uma vítima mortal, Constança Urbano de Sousa ter ordenado de imediato a intervenção da IGAI.

O que vai ser feito, no plano legislativo, para prevenir que fogos como o de Pedrógão, que terá queimado cerca de 30 mil hectares, quase quatro vezes a dimensão de Lisboa, atinjam tais proporções?

Em 28 dias, até dia 19 de Julho, os deputados no Parlamento propõe-se discutir e aprovar a reforma florestal que esteve dois meses parada na Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da República. Marcelo Rebelo de Sousa já avisara que o Parlamento teria, se preciso fosse, de adiar as férias para deixar aprovado tudo o que dissesse respeito à reforma florestal. Entre as medidas previstas encontram-se alterações ao cadastro florestal, que visam simplificá-lo, benefícios fiscais para a gestão florestal, a rearborização com travão ao eucalipto e a criação do banco nacional de terras, para onde reverterão todos os terrenos “sem dono” registado. A ideia é criar zonas de descontinuidade, alterar a monocultura do eucalipto e “tornar a floresta mais resiliente” ao fogo, segundo Urbano de Sousa. “Este é o momento para fazermos a reforma há muito adiada da floresta”, reforçou, por seu turno, o primeiro-ministro, António Costa, no final do Conselho de Ministros de ontem dedicado aos fogos. com Andrea Cunha Freitas

tp.ocilbup@airafn

Carros portugueses – Quem é que sabia?

Alba

Em primeiro lugar temos o Alba, que foi desenhado e desenvolvido em Albergaria-a-Velha, na metalúrgica Alba, no ano de 1952. A carroçaria era em alumínio e bem ao estilo Italiano da altura. Todo o carro, inclusive o motor, tem a autoria de António Augusto Martins Pereira. O Alba tinha um motor de 4 cilindros de 1500cc que debitavam 90cv, tinha 4 velocidades e atingia os 200km/h. Estima-se que ao todo tenham sido construídos 4 exemplares.

DM

O DM, da autoria de Dionísio Mateu, foi desenvolvido nas instalações da Auto Federal Lda., por volta de 1951. Foram produzidas 7 carroçarias diferentes, e conta com um motor de 1100cc com 4 cilindros e com 65cv. O DM pesava 500kg e atingia os 170Km/h.

Edfor

O Edfor, uma obra do industrial portuense Eduardo Ferreirinha, foi fabricado em 1937. Usa um motor Ford V8 com 3620cc, tem um peso total de 970Kg e velocidade máxima de 160Km/h. Este foi o carro conduzido por Manoel de Oliveira, quando participava em provas de competição automóvel, durante a sua juventude.

Felcom

O Felcom, possivelmente o carro português mais antigo, datado de 1933, foi construído por Eduardo Carvalho a partir de automóveis que pertenceram a Eduardo Ferreirinha, que mais tarde construiu os automóveis Edfor. O Felcom continha componentes de um Ford A e de um Turcat-Méry, sendo o motor de um Ford A, mas transformado com uma cabeça Miller.

AGB IPA

O IPA 300, nasceu em Porto de Mós e foi a evolução do seu antecessor, o Lusito, produzido pela mesma marca, a AGB. Apresentado na Feira das Industrias em 1958, foi uma referencia da industria metalo-mecânica nacional da altura. Tinha como base o modelo Astra britânico, cujo motor era um British Anzani de 2 cilindros, a 2 tempos, com 15 cv, 300 CC e 3 velocidades.
Contudo este modelo Português não avançou, devido á oposição do então Secretário de Estado da Indústria, cuja politica industrial da altura, passava por querer fabricar e montar em Portugal, veículos de marcas europeias e americanas.

Marlei

O Marlei foi concebido em 1954 por Mário Moreira Leite, um dos mecânicos mais reputados do Porto na sua época . Tinha como base um Opel Olympia Caravan e foi um dos últimos automóveis portugueses de competição a ser construído. Com 48 cv, 4 cilindros, 1588 cc, 4 velocidades, 925 kg de peso total e 160 km/h de velocidade máxima.

MG Canelas

O MG Canelas data de 1952, foi um carro carro que correu em muitas provas nacionais dos anos 50. Ao contrário da generalidade dos automóveis portugueses da época, este tinha um chassis tubular de concepção própria, fabricado em aço cromo-molibdénio, soldado nas instalações das OGMA, e o motor, um 1500 cc de base MG, foi totalmente remodelado e aligeirado. Tinha 95 cv, 4 cilindros, 1500 cc, 4 velocidades, 550 kg de peso total e velocidade máxima de 195 km/h.

Olda

O Olda proveniente de Águeda, surgiu em 1954 e rapidamente conquistou o papel de favorito nas corridas, não só devido à qualidade do projecto como ao excelente nível de condução de Joaquim Correia de Oliveira, piloto e técnico do veículo, e de Ângelo Costa, responsável pela preparação dos motores. Denominava-se Olda,contracção de “Oliveira de Águeda”, retendo as letras mais importantes para a designação final. Com 80 cv, motor de 4 cilindros com 1493 cc e 4 velocidades. Peso total de 500 kg e velocidade máxima de 165 km/h.

Portaro

O Portaro foi o primeiro Todo-o-Terreno português, e foi produzido pela FMAT (Fabrica de Máquinas Agrícolas do Tramagal) a partir de 1976. As vendas em Portugal chegaram a atingir volumes perto das 1000 unidades e a fábrica produzia outro tanto para exportação. Em 1990, sem qualquer protecção à indústria nacional, a Portaro fechava as suas portas depois de ter vendido quase 7.000 veículos em território nacional e de ter exportado alguns milhares de unidades. Contava com diversas versões, entre elas o Portaro 250 (na imagem) que contava com um motor de 4 cilindros com 71 cv e 2498 cc.

Sado

O Sado surgiu no final dos anos 70 e foi lançado pelo o Grupo Entreposto, que deu continuidade ao projecto iniciado na Famel de Águeda. Foi posto à venda em meados de 1982, e custava cerca de 260.000 escudos. O Sado não chegava para as encomendas, e as primeiras 50 unidades foram vendidas muito rapidamente, chegando a haver até lista de espera. Tinha um motor de 2 cilindros com 547cc, produzindo 28 cavalos, 4 velocidades e pesava 480 kg, tinha como velocidade máxima os 110 km/h.

UMM

A UMM (União Metalo Mecânica) começou a laborar a 4 de Julho de 1977, com o propósito de produzir viaturas 4×4, rentáveis para uso na agricultura, indústria e serviços. As carroçarias eram feitas em Mem Martins, onde depois seguiam para a montagem e pintura em Setúbal, os motores eram Pegeout. Confrontada com a falta de encomendas e a falta de apoios do governo, a empresa não resistiu, e acabou por abrir falência em 2006. A UMM chegou a correr no Paris-Dakar, nos anos 80. Foram produzidos ao todo 3 modelos, o Cournil, o Alter e o Alter II, chegando a ser apresentado o prototipo do Alter III (na imagem), que nunca chegou à linha de produção.

No decorrer do Século XX, 14 foi o numero de marcas de automóveis, fundadas em Portugal. A maior parte delas é totalmente desconhecida da maioria dos portugueses, já nenhuma opera actualmente, muito por culpa da falta de apoio dos desgovernos, e já pouco resta para recordar. Ficam aqui algumas das marcas e modelos de automóveis portugueses mais emblemáticos.

Sem vírus. www.avast.com

Deixem-se de lágrimas de crocodilo

A única pergunta que realmente me interessa ver respondida é sobre a cabeça de cada português: que dimensão precisa de ter uma tragédia para mudar o rumo de um país?

Pelas televisões passam jornalistas, bombeiros, políticos, engenheiros, especialistas em protecção civil, e eu sinto a falta dos antropólogos, dos psicólogos e dos neurocientistas, porque a única pergunta que realmente me interessa ver respondida é sobre a cabeça de cada português: que dimensão precisa de ter uma tragédia para mudar o rumo de um país? Quantos mortos são necessários para que se faça uma revolução na gestão da floresta? Será que a tragédia de Pedrógão foi suficientemente grande e grave para que seja enfim possível alterar as políticas de reflorestação, os métodos de prevenção e combate aos incêndios e o ordenamento de um território cada vez mais desertificado?

As perguntas sobre o que aconteceu e porque aconteceu já foram respondidas pelo PÚBLICO com um título perfeito: “O que é que falhou neste sábado? Tudo, tal como falha há décadas.” É isso mesmo. Há anos e anos sem fim que as pessoas que percebem de floresta e de combate aos incêndios andam a gastar o seu latim em estudos, livros, entrevistas e artigos, com opiniões que são hoje perfeitamente consensuais entre especialistas: um fogo daquela dimensão não se consegue apagar com meios humanos – só termina quando não houver mais combustível; os bombeiros deveriam ser forças profissionais que limpam no Inverno o que não querem que arda no Verão; no terreno deveriam existir mais pás e escavadoras e menos autotanques e mangueiras; um bom rebanho de cabras pode impedir mais fogos do que um regimento de sapadores; não se pode pedir a populações envelhecidas e empobrecidas que assumam elas a limpeza das suas florestas; é preciso alterar radicalmente a gestão do território rural. E por aí fora.

Quantas vezes já ouvimos isto? O Observador republicou há dois dias um texto de Agosto de 2016, escrito após o fogo do Funchal. Chamava-se “Porque arde Portugal?” e acabava assim: “Ficou provado que quando as coisas correm mal, correm realmente mal. Resta saber como — ou quando — será a próxima vez.” A próxima vez foi no sábado. As razões pelas quais temos tragédias cíclicas são as mesmas pelas quais temos falências cíclicas – porque somos bons a reagir (vejam-se os numerosos actos de heroísmo e a onda de solidariedade) mas péssimos a agir. E a verdade é esta: não existe capacidade reformista para fazer tudo aquilo que é preciso de forma a evitar incêndios calamitosos. Um reordenamento do território teria custos altíssimos, que nenhum político está disponível para pagar. Pior: que nenhuma população está disponível para tolerar. Porque hoje choramos os mortos de Pedrógão, mas se amanhã o governo quisesse tirar a um cidadão o pinhal abandonado que está na família há três gerações, a revolta seria imediata.

Voltemos à pergunta inicial: será que a tragédia de Pedrógão foi suficientemente grande e grave para mudar alguma coisa? A minha resposta é um rotundo “não”. Apaziguamos a alma com donativos. Vemos o presidente da República desculpar toda a gente ainda antes de saber o que aconteceu. Distribuímos afectos. Publicamos decretos. Escrevemos textos bonitos sobre dor e lágrimas. Mas após o Verão vem o Inverno e ninguém mexe uma palha. Querem respeitar os mortos de Pedrógão? Então evitem as lágrimas de crocodilo e a proclamação de grandes soluções a partir dos sofás da capital. A melhor homenagem que podemos prestar aos mortos é não fingir que a sua morte serviu para alguma coisa. Não serviu. Os fogos descontrolados vão continuar. Os mortos também.

de João Miguel Tavares Publico, 20-06-2017

Tem vasos de flores nas escadas do seu prédio? Então é melhor retirá-los

A colocação de vasos de flores ou outros objetos de decoração em áreas de circulação é punível com uma coima entre os 370 e os 3700 euros.

Sabia que a colocação de vasos de flores nas escadas e corredores de prédios pode ser punida por lei? Provavelmente até nunca pensou nisso. No entanto, a lei é clara a esse respeito e dar um toque pessoal à entrada do seu apartamento pode colocá-lo em sérios problemas com o regime jurídico vigente.

Geralmente, as áreas de circulação (escadas, corredores, entradas e vestíbulos) são criados com as medidas exatas para a circulação dos condóminos e dos visitantes e, portanto, não são muito largos.

Carta de Condução – Novas Regras e Prazo para a Renovação!

O Decreto-Lei n.º 40/2016, de 29 de Julho, que alterou o Regulamento da Habilitação Legal para Conduzir, procedeu a algumas alterações no que respeita ao processo de emissão de títulos de condução dos quais destacamos:

– A informação constante da carta de condução passa a estar integrada com a informação constante do Cartão de Cidadão, o que permite que a alteração de morada e a recolha de dados biométricos (fotografia e assinatura) seja realizada de uma única vez;

– O atestado médico passará a ser transmitido eletronicamente pelo Ministério da Saúde ao IMT, I. P., permitindo o registo automático das inaptidões e/ou restrições e adaptações;

– O prazo de validade para novas cartas de condução aumenta de 10 para 15 anos;

– A retirada da morada da face do documento;

– A revalidação das cartas de condução de qualquer categoria determina a revalidação das outras, desde que o atestado médico emitido para efeitos de revalidação a elas faça menção;

– A harmonização dos prazos de validade, dos requisitos de aptidão física e mental e os demais requisitos necessários à obtenção de um título de condução em Portugal, designadamente os requisitos mínimos para os exames de condução e características dos veículos de exame, com os exigidos para o mesmo efeito em qualquer dos restantes Estados-membros da União Europeia;

– O aumento dos 65 para os 67 anos da idade máxima para a condução das categorias D1, D1E, D, DE e CE cuja massa máxima autorizada exceda 20.000 kg, desde que os condutores mantenham a aptidão física, mental e psicológica;

– Revisão e clarificação do regime da troca de títulos de condução estrangeiros, por forma a diferenciar os títulos de condução comunitários, cujo reconhecimento é automático, dos outros títulos estrangeiros, onde o processo de troca pode implicar a realização de exame de condução;

– O facto de os titulares de títulos de condução vitalícios emitidos por Estado-membro da União Europeia ou do espaço económico europeu que não procedam à sua troca no prazo fixado de dois anos, passarem a estar obrigados a realizar um exame de condução;

– A possibilidade de conduzir em território nacional com título de condução não comunitário, durante 185 dias prévios à fixação da residência, devendo, a partir desse facto proceder à sua troca no prazo de 90 dias.

Utilize o prazo que a lei lhe concede, procedendo à revalidação da sua carta durante os 6 meses que antecedem o dia em que completa as idades obrigatórias. E tenha em atenção que o documento não pode ser renovado com mais de seis meses de antecedência.

Se deixar passar o prazo de renovação corre o risco de multa por circular com a carta de condução caducada. Após 2 anos sem que tenha revalidado a carta, terá de efectuar uma prova prática caso pretenda obter novo título de condução.

Idades para revalidação da carta de condução:

Condutores do GRUPO I – condutores de veículos das categorias AM, A1, A2, A, B1, B e BE, Ciclomotores e Tratores Agrícola.

Condutores do GRUPO II – condutores de veículos das categorias C1, C1E, C, CE, D1, D1E, D e DE, bem como os condutores das categorias B e BE que exerçam a condução de ambulâncias, de veículos de bombeiros, de transporte de doentes, de transporte escolar, de transporte coletivo de crianças e de automóveis ligeiros de passageiros de aluguer.

Mais informações aqui