Volkswagen vai ter de vender a Audi?

A Reuters explica que empresa vai ter que pagar uma elevada factura em multas e indemnizações a clientes o que poderá obrigar a VW a vender parte dos activos.

A Volkswagen vai ter de vender a Audi? A pergunta está a ser feita pela Reuters, que recorda o fardo financeiro que a BP vem suportando após a grande fuga de petróleo no Golfo do México, um desastre ambiental que implicou multas na ordem daquela que se falou numa primeira instância para o escândalo das emissões: 18 mil milhões de dólares, mais de 16 mil milhões de euros.

Após a catástrofe da plataforma Deepwater Horizon – a 20 de Abril de 2010, quando fazia uma perfuração no campo Macondo, uma explosão, visível a mais de 60 km, determinaria o seu afundamento e o início de uma fuga que demorou três meses meses a ser tapada e causou o maior desastre ambiental em águas norte-americanas -, a BP começou a perder valor em bolsa e as alusões a um potencial ‘takeover’ hostil sucederam-se.

Hoje, a Reuters faz um paralelo entre as duas situações: “reclamação após reclamação. Punição governamental após punição governamental. Um poço a verter diariamente sem forma de a administração o estancar”. Tal como aconteceu com a BP, a Volkswagen poderá ter de vender activos, nota a agência, que considera “o mais lógico destes a marca de luxo Audi”.

Depois dos 18 mil milhões de dólares apontados logo após a entidade ambiental norte-americana (EPA) ter divulgado a manipulação de emissões dos motores diesel da VW aquando dos testes oficiais, e que são resultado da multiplicação do número de automóveis afectados pelo valor máximo de coima aplicável a cada um deles, começaram a surgir mais potenciais milhares de milhões que poderão ter de ser gastos pelo construtor, entre coimas, indemnizações, custos de acções de recolha e a perda nas vendas em vários dos países que já proibiram a venda dos modelos diesel.

A nível global, anunciou a VW na semana passada, há 11 milhões de carros envolvidos. Entre os muitos países de onde poderão surgir avultadas coimas está a própria Alemanha, na qual os procuradores de uma cidade do estado da Baixa Saxónia, onde se localiza a sede da Volkswagen, anunciaram hoje ter aberto um processo contra Martin Winterkorn, CEO do grupo desde 2006 até à passada quarta-feira.

Nota a Reuters que a VW tem um quarto do mercado europeu – onde mais de metade dos automóveis vendidos têm motor diesel – e um quinto do chinês. Para já, o grupo aprovisionou 6.500 milhões de euros para o que der e vier. Valor que incorpora pouco mais de um terço da potencial multa nos EUA, não considerando a acção de outros governos.

Outro dos flancos da gigante mundial Volkswagen sob ameaça é o dos serviços financeiros. Com a pressão sobre o grupo, os custos de financiamento poderão sofrer uma penalização – em Portugal, onde o Volkswagen Bank começou a operar em 2012, a empresa consegue propor taxas menores que vários bancos comerciais – tornando-se menos atractivo para os clientes optarem pela Volkswagen Financial Services.

económico

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