Compra de Obrigações portuguesas pelo BCE cai para novo mínimo em Maio

No mês passado, a instituição liderada por Mario Draghi diminuiu o ritmo da compra total de ativos da zona euro para 60 mil milhões de euros por mês. O valor das bonds portugueses caiu para um novo mínimo de sempre: 504 milhões euros, longe do pico de há um ano.

O Banco Central Europeu (BCE) voltou a diminuir a compra de Obrigações do Tesouro (OT) português em maio. Segundo os dados divulgados esta terça-feira, a instituição liderada por Mario Draghi adquiriu 504 milhões de euros em bonds portugueses no Programa de Compra de Ativos do Setor Público (PSPP).

O programa está em vigor desde março de 2015 e este é o valor mais baixo de sempre. Em abril, o BCE tinha comprado 526 milhões de euros em obrigações nacionais. Com os valores de maio, o total de dívida pública portuguesa comprada pelo BCE ao longo do programa de estímulos sobe para 27,647 milhões de euros.

O BCE tem vindo a diminuir o ritmo na compra de títulos de dívida nacionais depois de novembro, tendo março sido uma exceção. O mês em que o BCE comprou mais obrigações portuguesas foi precisamente há um ano, quando o valor alcançou os 1.451 milhões de euros.

O valor total das obrigações de países da zona euro compradas pelo banco central em maio situou-se nos 51,490 mil milhões de euros. No total do programa, ascende a 1,587,017 milhões de euros.

Tal como anunciou em dezembro, o BCE reduziu em abril o total do valor da compra de ativos da zona euro para 60 mil milhões de euros mensais, face aos anteriores 80 mil milhões. Apesar disso, Mario Draghi tem afirmado que a redução não significa o fim do programa, que está planeado até ao fim do ano.

Quando é que o BCE irá iniciar o tapering, ou seja o fim gradual dos estímulos à economia da zona euro, mantém-se uma das incógnitas. Esta quinta-feira, o conselho de governadores do BCE volta a reunir-se com os mercados à espera de pistas sobre o futuro da política monetária na Europa. No entanto, o consenso dos analistas consultados pela Reuters é que a BCE não faça, para já, alterações às taxa de juro ou ao programa.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/compra-de-obrigacoes-portuguesas-pelo-bce-cai-para-novo-minimo-em-maio-168447

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Google exclui WSJ e tráfego cai 44%

O Wall Street Journal decidiu vedar por completo o acesso aos artigos e perdeu visibilidade no Google. Jornal norte-americano defende que está a ser discriminado pelo motor de busca.

O Wall Street Journal bloqueou o acesso gratuito aos seus artigos em fevereiro e quadruplicou o número de subscrições online. No entanto, o jornal norte-americano perdeu visibilidade no Google, com uma queda de 44% do tráfego a partir do motor de busca, segundo dados divulgados esta terça-feira pela Bloomberg.

Os resultados apresentados pelo Google baseiam-se num algoritmo desenhado para procurar conteúdos gratuitos na internet. A partir do momento em que o WSJ vedou o acesso dos conteúdos a subscrições pagas, passou a ter disponível apenas os primeiros parágrafos dos artigos e o Google colocou-os num ranking mais baixo. O resultado foi uma limitação da visibilidade.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/google-exclui-wsj-e-trafego-cai-44-168334?utm_medium=Push%20Notificiation&utm_source=OneSignal&utm_campaign=OneSignal

2017 GLOBAL PEACE INDEX

A SNAPSHOT OF THE GLOBAL STATE OF PEACE

RANK COUNTRY SCORE CHANGE

1 Iceland 1.111

2 New Zealand 1.241  2

3 Portugal 1.258  2

4 Austria 1.265  1

5 Denmark 1.337  3

6 Czech Republic 1.36 

7 Slovenia 1.364  3

8 Canada 1.371 

9 Switzerland 1.373  2

10 Ireland 1.408  2

10 Japan 1.408  1

12 Australia 1.425  3

13 Bhutan 1.474 

14 Norway 1.486  3

15 Hungary 1.494  5

16 Germany 1.5 

17 Finland 1.515  6

18 Sweden 1.516  4

19 Belgium 1.525  1

19 Netherlands 1.525  2

21 Singapore 1.534  2

22 Mauritius 1.547  1

23 Spain 1.568  2

24 Chile 1.595  2

25 Romania 1.6  5

26 Slovakia 1.611  2

27 Botswana 1.622 

28 Bulgaria 1.631 

29 Malaysia 1.637 

30 Qatar 1.664  5

31 Croatia 1.665 

32 Latvia 1.67 

33 Poland 1.676  11

34 Costa Rica 1.701  1

35 Uruguay 1.709  1

36 Estonia 1.712 

37 Lithuania 1.732 

38 Italy 1.737  1

39 Sierra Leone 1.76  4

40 Taiwan 1.782  1

=41 United Kingdom 1.786  6

=41 Zambia 1.786  1

43 Ghana 1.793  1

44 Madagascar 1.797  6

45 Laos 1.8  5

46 Mongolia 1.801  3

47 South Korea 1.823  5

48 Malawi 1.825  3

49 Panama 1.835  1

50 Namibia 1.838  4

51 France 1.839  5

52 Indonesia 1.85 10

53 Timor-Leste 1.866  2

54 Tanzania 1.876  3

55 Argentina 1.88 12

56 Serbia 1.888  3

57 Albania 1.908  1

58 Kuwait 1.909  7

59 Vietnam 1.919  1

60 Senegal 1.929 10

61 Eq. Guinea 1.93 

62 Moldova 1.938  2

63 Togo 1.939  2

64 Cyprus 1.94  7

65 UAE 1.944  9

66 Ecuador 1.948 10

67 Montenegro 1.95  7

68 Paraguay 1.961 11

69 Tunisia 1.977  4

70 Oman 1.983  4

71 Peru 1.986 12

72 Kazakhstan 1.992  3

73 Greece 1.998  8

74 Nicaragua 2.002  5

75 Morocco 2.004 15

76 Kosovo 2.007 10

77 Swaziland 2.01 12

78 Mozambique 2.013 10

79 Benin 2.014  6

80 Sri Lanka 2.019 17

81 Guyana 2.021 12

82 Liberia 2.023 10

83 Haiti 2.026  5

=84 Bangladesh 2.035  2

=84 Bosnia-Herzegovina 2.035 21

86 Bolivia 2.045  6

87 Gabon 2.052  9

88 Cuba 2.056  5

89 Cambodia 2.065 15

90 Lesotho 2.066 28

91 Burkina Faso 2.07  4

92 Jamaica 2.072  1

93 Nepal 2.08 16

94 Georgia 2.084  2

95 Jordan 2.087  1

96 Guinea 2.089  6

=97 Papua New Guinea 2.095  1

=97 Trinidad & Tobago 2.095 12

99 Dominican Republic 2.114 

100 Angola 2.116 

101 Uzbekistan 2.132  8

102 Macedonia (FYR) 2.133  7

103 Belarus 2.141  4

104 Myanmar 2.179 10

105 Uganda 2.182  4

106 Honduras 2.185  5

107 Djibouti 2.196 14

108 Brazil 2.199  3

109 Algeria 2.201  1

110 The Gambia 2.211 18

111 Kyrgyz Republic 2.216 12

112 Armenia 2.22  2

113 Rwanda 2.227 15

114 United States 2.232 11

115 El Salvador 2.239  3

116 China 2.242  3

117 Guatemala 2.245  1

118 Tajikistan 2.263  4

119 Turkmenistan 2.27 13

120 Thailand 2.286  5

121 Cote d’ Ivoire 2.307  4

122 Guinea-Bissau 2.309  7

123 South Africa 2.324 3

124 Rep of Congo 2.334 

125 Kenya 2.336  6

126 Niger 2.343 14

127 Zimbabwe 2.352 

128 Mauritania 2.355  8

129 Iran 2.364  4

130 Cameroon 2.39 

131 Bahrain 2.404  1

132 Azerbaijan 2.426  2

133 Saudi Arabia 2.474  4

134 Ethiopia 2.477 16

135 Chad 2.495  1

136 Eritrea 2.505  1

137 India 2.541  4

138 Philippines 2.555  1

139 Egypt 2.583  3

140 Mali 2.596  3

141 Burundi 2.641  3

142 Mexico 2.646  2

143 Venezuela 2.652  1

144 Israel 2.707  1

145 Palestine 2.774  3

=146 Colombia 2.777  1

=146 Turkey 2.777  1

148 Lebanon 2.782  2

149 Nigeria 2.849 

150 North Korea 2.967 

151 Russia 3.047 

152 Pakistan 3.058  1

153 Dem. Rep. Congo 3.061  1

154 Ukraine 3.184  2

=155 Central African Rep. 3.213  2

=155 Sudan 3.213 

157 Libya 3.328  3

158 Somalia 3.387  1

159 Yemen 3.412  1

160 South Sudan 3.524  2

161 Iraq 3.556 

162 Afghanistan 3.567  2

163 Syria 3.814 

Iceland has maintained its position as the most peaceful country in the world in the 2017 GPI and has been ranked as the world’s most peaceful country every year since 2008.
It was also ranked as the most peaceful country on two of the three domains covered in the GPI, Societal Safety and Security and Militarisation.
Portugal moved to third position, its highest ranking since the inception of the index, a notable improvement given that it was ranked 16th less than five years ago. Portugal has improved on 12 of the 23 GPI indicators, most notably on weapons imports and violent demonstrations. Denmark fell from second position to fifth due to increases in the impact of terrorism and a deterioration in the neighbouring country relations indicators.
Syria remains the world’s least peaceful country for the second successive year, and has been ranked amongst the world’s five least peaceful countries since the start of the civil war in 2013.
It has fallen 64 places in the rankings since the inception of the index and has had the largest fall in score of any country
in the last decade. Iraq and Afghanistan have also remained amongst the bottom five countries of the index for the past five years. South Sudan is now the fourth least peaceful country and has experienced a steady decline in recent years, dropping 15 places since achieving independence from Sudan. Yemen’s deterioration has it ranked as the fifth least peaceful country for the first time in 2017, owing to an increase in the level of violent crime, intensity of internal organised conflicts, and the impact of terrorism. Yemen has fallen considerably in the GPI since 2008, when it was ranked 131st. It has slipped 28 places in the rankings since then.
There is considerable variance in the rankings of countries across the three GPI domains: Societal Safety and Security, Ongoing Domestic and International Conflict, and Militarisation.
Countries in the Militarisation domain have the largest variance in rankings when compared to the overall GPI. Of the five most militarised countries, only Syria is ranked amongst the bottom five on the overall index. Similarly, only Iceland is ranked amongst the five most peaceful countries for both the Militarisation domain and the index overall. Although both Israel and the US are amongst the five most militarised countries in the world, they perform much better on the Societal Safety and Security domain, ranking in the top 60.

TABLE 1.1 FIVE MOST AND LEAST PEACEFUL
COUNTRIES 2017, MILITARISATION DOMAIN
Of the five least peaceful countries only Syria ranks amongst the five most militarised countries while Iceland is the only country of the five most peaceful countries to rank in the five least militarised countries.

OVERALL RANK COUNTRY CHANGE IN RANK OVERALL SCORE CHANGE IN SCORE
1  Iceland  2   1.009   -0.254
2 Hungary  1 1.131 -0.007
3 Slovenia  3 1.185 -0.100
4 Bhutan  1.233 -0.039
5 Portugal  7 1.253 -0.104
OVERALL RANK COUNTRY CHANGE IN RANK OVERALL SCORE CHANGE IN SCORE
163 Israel  3.940 +0.191
162 Russia  3.277 -0.015
161 North Korea  3.231 +0.096
160 Syria  3.100 +0.041
159 United States of America  3.045 +0.024

TABLE 1.2 FIVE MOST AND LEAST PEACEFUL COUNTRIES 2017, SAFETY AND SECURITY DOMAIN Four of the five safest countries are Nordic, all five are located in Europe.

OVERALL RANK COUNTRY CHANGE IN RANK OVERALL SCORE CHANGE IN SCORE

1 Iceland  1.232 -0.016

2 Norway  2 1.249 -0.064

3 Switzerland  1 1.305 +0.011

4 Denmark  1 1.347 +0.045

5 Sweden  1.373 +0.034

OVERALL RANK COUNTRY CHANGE IN RANK OVERALL SCORE CHANGE IN SCORE

163 Iraq  4.318 -0.015

162 Syria  4.237 -0.007

161 South Sudan  4.207 -0.034

160 Afghanistan  4.178 +0.042

159 Yemen  2 4.013 +0.021

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“Saímos do PDE mas a dívida continua lá”, avisa Teodora Cardoso

É preciso disciplina orçamental e crescimento económico para resolver este problema, defendeu a presidente do Conselho de Finanças Públicas.

Teodora Cardoso, que falava hoje em Lisboa na apresentação do estudo “Que caminhos para a dívida pública portuguesa?”, da Plataforma para o Crescimento Sustentável, considerou que este relatório “é um trabalho muito sério” na medida em que “advoga que não há soluções milagrosas”, pelo que será sempre necessário “gerir muito cuidadosamente a economia e o orçamento”.

“Não há soluções milagrosas nem soluções muito rápidas. Precisamos de facto de reduzir o rácio da dívida pública para se tornar sustentável, mas não podemos imaginar que podemos fazê-lo muito rapidamente. Temos de fazê-lo com persistência e segurança”, defendeu a economista.

A presidente do CFP disse que garantir esta redução sustentável da dívida pública tem de assentar em dois eixos: por um lado, numa “grande disciplina orçamental, conduzindo a um saldo primário positivo não exagerado na ordem dos 2 a 3% do PIB” e, por outro, assegurar que a economia cresce.

“Não podemos pensar que saímos do Procedimento por Défice Excessivo [PDE] e o problema está resolvido. Não está. A dívida continua lá”, afirmou ainda Teodora Cardoso, considerando que é preciso “uma grande viragem” na estrutura da economia portuguesa para que o crescimento económico assente no aumento da produtividade.

A presidente do CFP disse ainda que, “sendo uma solução sobretudo de segurança e de perseverança a prazo, exige mudanças de natureza institucional à cabeça e um grande consenso político no sentido de as realizar”.