Quer um desportivo low cost? Eis 11 dicas para construir o seu

Se sempre desejou ter um carro mais rápido e divertido de conduzir, mas está “curto” de verba, porque não constrói o seu próprio desportivo? Eis 11 dicas relativamente baratas.

Especialmente para aqueles condutores menos afortunados (financeiramente falando, bem entendido) que até hoje nunca tiveram oportunidade de sentir nas mãos um verdadeiro desportivo, estando confinados ao seu utilitário de todos dos dias – por vezes, já com um excessivo número de anos e de quilómetros – , a possibilidade de dotarem o seu automóvel de um pouco mais de emoção pode soar como música para os ouvidos. Razão pela qual decidimos deixar aqui um total de 11 modificações acessíveis, capazes de tornar o seu modesto “carrito” numa máquina devoradora de quilómetros! E, sublinhe-se, em segurança…

Não sendo uma lista exaustiva, ou sequer elaborada com o objectivo de fazer do seu automóvel um carro de corridas, já sem qualquer aplicação ou uso no dia-a-dia, as dicas que aqui deixamos poderão, contudo, melhorar efectivamente a eficácia e as prestações do seu carro. Sem que, para tal, seja preciso abdicar de tudo quanto é conforto ou funcionalidade – qualidades apreciadas em qualquer veículo que, afinal, continuará a ser (também) o meio de transporte lá de casa!

1. Instale pneus de características desportivas

Sendo o único elemento que, no automóvel, verdadeiramente contacta com o solo, é também um componente importante na dinâmica exibida pelo veículo. Razão pela qual a nossa recomendação é que se deixe pneus de qualidade duvidosa ou em segunda mão, os quais têm à partida um rendimento muito deficiente, e opte antes por colocar uns pneumáticos de carácter mais desportivo. Preferencialmente, de marcas com melhor nome no mercado, como a Michelin, a Dunlop, a Bridgestone ou a Pirelli, que exibam laterais mais firmes e melhor tacto de condução. E todas elas oferecem gamas mais desportiva, como os Pilot Sport ou mesmo os Sport Cup, da Michelin.

Contudo, devem continuar a ser de medidas homologadas para o veículo em causa, pois de contrário não há inspecção que o aprove, sendo que deve igualmente preparar-se para surpresas desagradáveis com as seguradoras, em caso de acidente.

2. Coloque umas jantes novas, mas leves

É claro que umas jantes de 19″, num utilitário, dificilmente trarão agilidade ou até eficácia; já umas jantes de 16″, com umas borrachas mais desportivas montadas, poderão ser uma solução bem melhor e mais convincente! Trata-se, no fundo, também de estética; ainda que umas jantes de tamanho apropriado ao tipo e dimensões do automóvel (e homologadas) não deixem de ser também uma importante ajuda com vista a um melhor desempenho dinâmico!

Note que a troca de jantes de ferro por liga-leve não é apenas por uma questão de estética. O objectivo é, sobretudo, reduzir o peso não suspenso, que é precisamente o que mais influencia o desempenho da suspensão. E umas jantes mais leves ajudam o amortecedor e a mola a realizar melhor o seu trabalho.

3. Instale um kit de admissão desportivo

Sendo opinião geral que a grande maioria dos automóveis surge, de fábrica, com sistemas de admissão melhoráveis, existem já vários preparadores que disponibilizam kits de admissão desportivos que, por preços abaixo dos 200€, garantem um incremento da potência do motor, na ordem dos 3 a 10 cv – isto, dependendo sempre também da cilindrada e alimentação.

De resto, optimizando o fluxo de ar que entra no motor e reduzindo a temperatura na admissão, a maior parte destes sistemas são inclusivamente de montagem fácil, em poucos minutos, e exigindo apenas a utilização das ferramentas básicas e, claro, respeitar as instruções.

Obviamente, ajuda se o veículo em causa possuir um tipo de injecção de combustível que se possa ajustar (automaticamente ou não) à quantidade de ar admitida, mas sobretudo à massa desse mesmo ar, pois é essa que conta no momento da mistura ar/combustível.

4. Introduza um sistema de escape desportivo

Não estamos a falar da simples ponteira, que garante exclusivamente uma sonoridade mais desportiva, mas sim de sistemas de escape completos, menos restritivos e com uma geometria optimizada, capaz de garantir uma melhor evacuação dos gases de escape. Sendo que, por um pouco mais, pode até acrescentar-lhe novos colectores de escape.

Seja como for, garantidos ficarão mais alguns cavalos de potência, a par de um barulho bem mais cativante; o que não significa necessariamente um volume mais alto… Convém é verificar se o ruído continua dentro dos limites impostos pela lei, mas há escapes desportivos que asseguram isso mesmo.

5. Mude para tubos de aço no sistema de travagem

Basicamente, trata-se de garantir um tacto mais agradável no pedal do travão, não tão esponjoso nas travagens mais a fundo. Algo que se consegue com a substituição das tubagens em borracha que geralmente os carros trazem de fábrica, por tubos de aço que, além de não se deformarem, garantem uma injecção mais eficiente dos fluidos hidráulicos. Assegurando, ao mesmo tempo, uma melhor travagem.

6. Troque de óleo de travões e de pastilhas

Já que está concentrado no sistema de travagem, aproveite para mudar de óleo de travões. Não só deve substituí-lo com alguma regularidade, pois tende a absorver humidade e, logo, a perder eficácia, como deve procurar um óleo que resiste melhor a altas temperaturas, uma vez que o mais provável é que passe a conduzir mais depressa e a esforçar mais o sistema de travagem.

É claro que deveria mudar de maxilas, que lhe permitissem montar pastilhas de maiores dimensões. Mas isso representa um investimento assustador. Como esse não é o objectivo, concentre-se apenas nas pastilhas. Monte a medida de origem, mas procure outro material, pois existem umas que resistem melhor a uma utilização intensiva. Só um aviso: não fazem muito bem aos discos. Mas isso é outra conversa.

7. Instale barras estabilizadoras

Sendo um dos upgrades mais acessíveis que podemos instalar num automóvel, montar barras estabilizadoras mais grossas é também uma das soluções que mais facilmente altera, para melhor, o comportamento do automóvel. Desde logo, pelo facto de reduzirem o adornar da carroçaria em curva, sejam elas montadas no eixo dianteiro ou traseiro – ou em ambos –, tornando dessa forma o carro mais ágil e preciso, além de com um melhor comportamento em curva.

E o mais curioso é que recorrer a barras mais grossas não torna a suspensão mais dura em recta (ou seja, sempre que as duas rodas são solicitadas em simultâneo), mas exclusivamente em curva (quando apenas uma das rodas é solicitada), que é exactamente o que necessitamos.

8. Opte por amortecedores e molas mais duras

Não são raros os automóveis que acabam por melhorar o seu desempenho apenas e só com a instalação de novos amortecedores e molas, um pouco mais firmes. Sendo mesmo, a par da colocação das barras estabilizadoras, a solução que mais contribui para que tenhamos um carro, seja ele qual for, mais entusiasmante de conduzir.

No entanto, atenção: antes de escolher os amortecedores ou as molas, o melhor mesmo é informar-se, em fóruns na Internet ou até mesmo junto da marca, sobre quais as melhores soluções, em função do modelo do automóvel. Sendo que, uma vez chegado a uma conclusão, também valerá a pena ponderar sobre o uso que se pretende dar ao veículo e o tipo de estrada em que irá circular. Lembre-se que umas suspensões excessivamente rijas tornam o carro muito saltitão, com perdas de aderência muito repentinas, o que é mau para a diversão. Especialmente, se a estrada estiver molhada.

9. Evolua o sistema de travagem

Porque tão importante como acelerar é travar, a opção pela colocação de um sistema de travagem melhorado, por exemplo, com umas pastilhas de travão de alto rendimento e a substituição dos quatro discos e das respectivas pinças por uma solução de maiores dimensões, deve ser sempre levada em linha de conta. Em particular, se o leitor for daqueles condutores que se pela por umas voltinhas em estradas de montanha ou em track days. E não se esqueça da bomba central, aquela que é pressionada quando carrega no pedal do travão, pois é aí que tudo começa.

10. Reprograme (conscientemente) a centralina

Ora aqui está um tema que requer muito cuidado, atenção… e informação. Porque exige a intervenção de pessoal especializado e não demasiada ambição; no máximo, um aumento da potência em não mais que 20%, se o motor em causa estiver equipado com turbocompressor, cuja pressão seja gerida pela centralina.

Um maior incremento pode resultar num esforço perigoso de alguns componentes mecânicos e até encurtar consideravelmente o período de vida de componentes do motor – a começar pelo turbo, mas incluindo igualmente o interior do motor.

11. Novos assentos, volante, alavanca da caixa

A par de todas as alterações mecânicas e de software já referidas, importante, neste esforço de trazer mais emoção ao nosso carro de todos os dias poderá ser também a melhoria da forma como sentimos o automóvel. Nomeadamente, os bancos em que nos sentamos – por que não a instalação de uns assentos mais desportivos -, o volante com que conduzimos – por exemplo, um de tacto mais desportivo -, ou até mesmo a manete da caixa de velocidades que, se a alavanca for de menor altura, permitirá não só engrenar as relações mais rapidamente, como também oferecerá um outro tacto. Sendo que, para completar o pacote, uns pedais mais desportivos também não seriam uma má opção.

A terminar, referir apenas que de forma alguma quisemos fazer uma lista exaustiva. Até porque, já lá diz a sabedoria popular, “o carro é muitas vezes a imagem do seu condutor”. Importante é, sim, que todas as alterações que vier a fazer no seu automóvel sejam realizadas com garantias de segurança e fiabilidade, levando em linha de conta que acessível não é o mesmo que barato, e que, por vezes, “o barato, sai caro”. Sendo que a melhor forma de evitar situações desagradáveis no futuro é informar-se bem antes de comprar – e, para isso, os fóruns na Internet e as oficinas especializadas poderão ser uma boa solução.

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http://observador.pt/2017/06/07/quer-um-desportivo-low-cost-eis-11-dicas-para-construir-o-seu/

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Eles aí estão – SEM AR ! Novos Pneus surpreendentes

Pneus Michelin … Absolutamente assustador …

Eles são feitos na Carolina do Sul , EUA .

Concepção Radical do novo pneu da Michelin .

A próxima geração de pneus.

Estes pneus são sem ar e estão programados para estar no mercado muito em breve.

A má notícia para a aplicação da lei é que as tiras de perfuradores de pneus que a polícia usa para bloqueio de transito não funcionará neles.

Basta pensar no impacto na tecnologia existente:

A. Não há mais válvulas de ar …

B. Não há mais compressores de ar em postos de gasolina …

C. Não há mais kits de reparação …

D. Não há mais pneus vazios…

E. Não há mais “calibragem” de pneus …

Estas são imagens reais tiradas na Michelin na Carolina do Sul.

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Veículo movido a água… !!!

É anunciado pela Honda e chega ao mercado ainda em 2016 !!!!

Depois de muita especulação ao longo das últimas décadas, a montadora japonesa Honda anunciou no Salão de Tóquio o primeiro veículo comercial movido exclusivamente por água. O processo de hidrólise, quebra do H2O em Hidrogénio e Oxigénio, é conhecido por sua libertação de energia, porém até hoje a energia necessária para que a quebra ocorresse acabava inviabilizando a proposta. Com o avanço das técnicas de campos magnéticos, os engenheiros afirmam ter conseguido reaproveitar a energia da quebra para que provoque a continuidade do processo, assim, ele se retroalimenta enquanto libera o excesso para a movimentação do veículo. Equipado com motor de 80 cv, e graças ao peso de apenas 700 Kg o veículo alcança velocidade máxima de 140 Km/h, aceleração de 0 a 100 Km/h em 8.9 seg, e tem autonomia de 300 Km com 50 litros de água.

O lançamento abre espaço para uma nova geração de veículos não poluentes, considerados superiores aos eléctricos por não possuírem baterias cuja produção e descarte gera importante impacto ambiental. O Honda WSX tem espaço para duas pessoas e chega ao mercado japonês no último trimestre de 2016 por 800 mil Yens (aproximadamente 7 mil dólares) e no mercado global ao longo de 2017. Ainda sem preço anunciado para o Brasil, estima-se que o valor fique em torno de R$ 40.000,00.

Aditivo para Radiador: Proteção – Barata – para o Motor

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Adicionado a água destilada nas devidas proporções forma o líquido de arrefecimento. Ele altera as propriedades fundamentais da água para que o líquido desempenhe as necessidades do sistema. Mas quais são essas necessidades?Suportar altas temperaturas sem evaporar, suportar baixas temperaturas sem congelar, impedir que a corrosão ataque as peças em contato com o líquido e evitar acúmulo de incrustações que podem vir a entupir o sistema causando o superaquecimento.

Composto de etilenoglicol ou propilenoglicol o líquido de arrefecimento possui prazo para troca de um ano dependendo da marca do veículo. Esse prazo é estipulado pelo fato do aditivo ter ação detergente para impedir o acúmulo de sujeira, logo essa sujeira é arrastada pelo líquido e mantida em suspensão, por isso muitas vezes o aditivo perde a sua coloração.

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O líquido de arrefecimento circula sob pressão da bomba de água pelo bloco do motor trocando de calor com as camisas(cilindros.) e circulando por mangueiras que o conduzem ao radiador, onde novamente o líquido de arrefecimento trocará de calor, só que desta vez com o ar e então retornando ao bloco do motor. Atente a indicação do fabricante quanto a sua proporção, use sempre o indicado no manual do proprietário do veículo, muito a mais ou muito a menos pode prejudicar o motor, pois a água e o aditivo possuem cada um o próprio ph, e ao combina-los forma o líquido de arrefecimento com ph neutro. Se um desses componentes estiver em maior quantidade, ou seja, o fluído se tornará ácido ou básico irá atacar o motor causando corrosão.

Nota: Nunca complete o nível do líquido até a boca do reservatório, complete até a indicação do fabricante no reservatório. O nível do líquido não é para baixar, se você percebe que o nível diminui discretamente é por que o sistema possui algum vazamento que não está sendo notado.

Carros Infococo

Por que não pagar pelo anel de vedação do cárter ?

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Certa vez fui trocar o óleo do meu VW Gol 1.0 2008, e devido as condições financeiras tive que realizar o serviço em um posto de gasolina. Depois de escolher o óleo que mais se adequava ao meu motor, dentro das especificações de fábrica e incluir também a troca do filtro de óleo, solicitei também a arruela de vedação do bujão do cárter, ou simplesmente o anel de vedação. E para a minha surpresa, o posto não disponibilizava o tal componente.

Fiquei indignado com tamanha displicência com relação ao item solicitado, que possui uma importância inversamente proporcional ao seu preço.

Não faz meu estilo de cliente armar verdadeiros “barracos” quando não sou atendido da maneira que gosto, ou em um caso como este, eu simplesmente nunca mais volto ao estabelecimento. Mas desta vez fiquei curioso e resolvi questionar o mecânico do posto(que falava demais, por sinal.). E foi assim:

“Vocês vendem o filtro de óleo, óleo e até filtro de ar. Por que não vendem também um simples anel de vedação ?”

Com um tom meio revoltado, o mecânico do posto foi categórico:

“Por que os clientes não querem pagar por ele”

Eu insisti, e levei…

“Mas é uma peça baratinha”

O mecânico…

“É verdade, mais a maioria dos clientes não querem pagar por que acham que o posto deve dar de cortesia”

Fiquei realmente desarmado com tal resposta. O meu carro trocou o óleo e filtro de óleo no posto e ficou com o mesmo anel de vedação. Rodei 5.000km com medo do bendito anel gerar vazamento.

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Com essa resposta tenho que deixar bem claro que descordo totalmente da posição da clientela, e percebi a mesma atitude em outros postos e oficinas de serviços rápidos. Elas não vendem o anel de vedação por que maioria dos clientes não quer pagar de R$ 2 a 4 por eles. Pagam a troca de óleo, e até a mão-de-obra, e não querem pagar pelo anel de vedação ?

Claro que não vou condenar essa atitude em 100% dos casos, por que muitas vezes tem o fator ignorância(no sentido de não entender do assunto, ok?!) do cliente, e neste ponto cabe ao reparador orientar.

E é isso que nós do Carros Infoco vamos fazer!

As arruelas são elementos de máquinas utilizados como suporte para os elementos de fixação, no caso, porcas e parafusos. Sua função é distribuir de forma uniforme a força de aperto do parafuso ou porca no componente no qual é montado, e muitos casos travar o parafuso e evitar o seu afrouxamento. Este afrouxamento acontece naturalmente devido as vibrações da máquina, no nosso caso, o motor.

Observe que mesmo com a vibração do motor, o bujão do cárter(que nada mais é do que um parafuso de sangria do óleo) permanece integro, mas ele somente não garante a vedação e com isso o óleo facilmente vazaria. Você certamente ficaria no conhecido “prego”. A arruela está naquele local com a função de distribuir o aperto do parafuso e evitar que o óleo vaze do cárter.

São geralmente são fabricadas de aço-carbono, cobre ou latão, e possuem vários tipos indicados de acordo com o nível de solicitação do conjunto.

No caso do bujão do cárter, é frequentemente utilizado a arruela de cobre ou latão do tipo lisa. Este tipo de arruela é característico por distribuir o torque de aperto do parafuso no componente, e dar um melhor aspecto ao conjunto. Sua aplicação é mais frequente em partes que sofram pequenas vibrações, no caso do carro, o cárter.

Viu a importância desta peça tão barata ? Não deixe de trocar o anel de vedação a cada troca de óleo, pois depois de apertado, ele não garante mais 100% de eficácia no próximo aperto. Você evitar problemas muito maiores trocando um simples anel de vedação, não vacile, muitas vezes a pequena economia nesse momento pode gerar gastos dispendiosos no futuro.

Saiba qual o melhor óleo para o motor do seu carro

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    Ter um carro é como ter uma família, tem bons momentos, e existem aqueles momentos em que precisamos dar alguns cuidados que muitas vezes são encarados de forma despreocupada. E um desses cuidados gera muita dúvida na cabeça do proprietário, é a escolha do óleo lubrificante do motor.

    Muitas pessoas não sabem qual óleo utilizar, a quantidade e qual sua função, e essa falta de conhecimento pode fazer você entrar em situações que poderiam ser evitadas. A utilização de lubrificante fora da especificação do fabricante pode causar alto consumo de combustível e desgaste prematuro do motor, reduzindo sua vida útil. De cara, é isso aí.

    A função principal do óleo do motor, claro, é lubrificar as partes móveis evitando o atrito entre as partes, também possui a capacidade de trocar calor com as paredes dos cilindros auxiliando o sistema de arrefecimento do motor, além de dispersar resíduos parar evitar que estes venham a desgastar o motor.

    É comum as pessoas irem a um centro automotivo, oficina ou até um posto de gasolina apenas para a troca do óleo, e ao chegar no local se depara com a dúvida, qual o melhor óleo a se utilizar? De imediato, surgem diversas verdades e mitos, criados pelos próprios mecânicos do estabelecimento, mas desta vez vamos esclarecer três coisas importantes para escolher o óleo lubrificante correto para o seu veículo.

  1. Especificação SAE: Esta é a especificação de viscosidade do óleo do motor, o nome destes lubrificantes é multígrados e sua especificação é composta por dois números separados por um W(winter, inverno em inglês). Em um óleo SAE 5W40, a especificação informa que funcionando a frio ele se comporta com um óleo SAE 5(muito fluído), e em temperatura de trabalho (quente) ele se comporta como um óleo SAE 40(Viscoso). Não utilizar o óleo com a especificação SAE correta pode causar consumo excessivo de óleo ou alto consumo de combustível e desempenho inferior ao normal, levando então a redução da vida útil do motor.

  2. Especificação API: Trata-se da especificação de desempenho do óleo lubrificante do motor, é composta por duas letras, a primeira é o S (service station) e a segunda letra é de acordo com a ordem crescente do alfabeto. Isto significa que cada letra representa o nível de desempenho do óleo para os fatores aditivos, proteção contra corrosão, formação de depósitos(as borras), dispersão e etc. Todo motor possuí um nível API especificado para ser utilizado, e que também deve ser seguido com rigorosidade. Utilizar um óleo com nível de desempenho abaixo do especificado pode gerar alto consumo de combustível, acumulo excessivo de borra e redução da vida útil do motor.

  3. Padrões e normas das montadoras: Eis um ponto importante que poucas pessoas e até mesmo mecânicos levam em consideração. Toda montadora possui suas próprias normas e padrões, seja em processos ou em projetos. Com a parte de lubrificantes não é diferente, os fornecedores devem dispor de produtos que atendam as necessidades das montadoras.

    1. Com as três informações acima você certamente não errará na escolha do seu óleo lubrificante. Mas onde encontrar essas informações ? No manual do proprietário do veículo.

      Muitas vezes, como queremos uma resposta de prontidão argumentamos tal assunto com o mecânico da oficina, ou do posto de gasolina, mas na maioria das vezes a resposta que temos não é a esperada. Tudo que temos que fazer é consultar o manual do proprietário do veículo, simples assim! Como dizia um professor meu:

      “A diferença das pessoas para as coisas, é que as coisas possuem manual de instruções”

        E ele realmente está correto, ao invés de sair perguntando, procure no seu manual, nele você encontra as especificações SAE, API e as normas da montadora.

        As normas de fábrica geralmente são pouco percebidas, são representadas por códigos numéricos, mas são destacadas para facilitar a procura. Muitas vezes ocorre de estarmos com um óleo que segue as especificações SAE e API do seu carro, mas que não está de acordo com as normas da montadora, que também é exigida.

        Para isso você deve localizar essas informações no frasco do óleo lubrificante, SAE e API estão logo na frente do frasco e são facilmente percebidas, mas em qual padrão ou norma o óleo atende ? E de qual montadora ? Onde estes dados estão localizados(no frasco do óleo) ? Geralmente, estão parte de trás do frasco.

        Vamos pegar como exemplo um Volkswagen Gol 1.0 2008:

        O manual de instruções do veículo contém todas as informações necessárias para você escolher qual lubrificante utilizar no motor do seu veículo.

        Localizando no manual do proprietário é informado de que o veículo pode atender a três especificação SAE, mas apenas uma API. São elas:

      • 5W40 SJ;

      • 10W40 SJ;

      • 15W40 SJ.

        • Na mesma seção é possível ver que a Volkswagen menciona que o óleo utilizado deve atender a norma VW 502 00. Pronto, agora você tem as informações necessárias para comprar o óleo ideal para o seu carro, sem que necessariamente seja na concessionária. Apenas verifique no frasco do óleo se ele atende estas especificações, vejamos um exemplo também da Volkswagen:

          O óleo utilizado em um Gol 1.0 2008, veja a especificação SAE e API na embalagem do rótulo:

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          Na parte de trás da embalagem você pode localizar quais normas e padrões o óleo atende, este pode atender a normas de mais de uma marca, veja na figura:

          rotulo-oleo

          Percebeu como não existe segredo ? Escolher o melhor óleo e com o melhor preço para o seu carro depende de você pesquisar os estabelecimentos que vendem com o preço mais baixo, e que também disponibilizem o lubrificante que atenda as especificações do seu motor e as normas da marca do mesmo, e claro, de você saber ler as especificações de um óleo e se é ou não adequado ao seu veículo.

          Carros Infoco

          Por Que Devemos Calibrar os Pneus Periodicamente ?

          A pressão incorreta dos pneus é uma das causas mais comuns de alto consumo de combustível, e muitas vezes o dono do carro desconhece a necessidade deste cuidado, então vamos saber agora o que a pressão de ar inadequada nos pneus pode causar. O consumo de combustível foi citado por que é aquele fator que mais causa impacto no motorista, mas  há outros fatores mais importantes que consumo, e que também são prejudicados com o uso da pressão fora do especificado.

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          Quando o pneu trabalha com pressão baixa pressão, ele terá um acentuado desgaste das laterais da banda de rolagem e do “ombro” do pneu, superaquecimento e redução considerável de sua durabilidade, além do maior esforço dos componentes do sistema de direção e do maior consumo de combustível, pois a resistência a rolagem do pneu aumentará consideravelmente. Como o pneus estará mais macio, ele ira prejudicar a estabilidade, torna-se vulnerável aos buracos e qualquer outro obstáculo. Em dias de chuva, por estar mole, os sulcos da banda de rolagem se fecham prejudicando o escoamento da água pelos mesmo e aumentando as chances de aquaplanagem.

          A alta pressão em excesso nos pneumáticos também gera desgaste precoce, seu maior sintoma é o desgaste excessivo bem no meio da banda de rolagem, sua durabilidade é reduzida e o pneu fica muito vulnerável a cortes e pancadas, além de transmitir com maior intensidade a vibração das irregularidades do solo, afetando diretamente o conforto ao rodar.

          Para saber a pressão dos pneus de seu veículo, consulte o manual do proprietário ou verifique em pontos estratégicos do veículo a presença do adesivo com a indicação das pressões dos pneus.

          Exemplos de pontos estratégicos: Portinhola da tampa do reservatório de combustível e na lateral da porta.

          Nota: Evite calibrar os pneus depois de já ter rodado bastante com ele, pois a rodagem aumenta sua temperatura, e logo a sua pressão também, tornando a indicação do calibrador incorreta em cerca de 4 psi(pounds square inches – libras por polegada quadrada.). Calibre o pneus sempre antes de sair com o carro, vá ao posto mais próximo ou borracharia.

          Não esqueça do estepe, ele também perde pressão, embora ele seja pouco usado. Sempre calibre o estepe com cerca de 5 psi acima da maior pressão indicada, compensando as perdas que ele sofre devido ao tempo sem uso.

          Carros Infococo