Hidrologia e Recursos Hídricos

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Hidrologia e Recursos Hídricos
Caros Colegas,

A editora do Instituto Superior Técnico, publicou a segunda edição da obra de referência “Hidrologia e Recursos Hídricos” https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=806 de autoria dos professores João Reis Hipólito e Álvaro Carmo Vaz. Escrito numa perspectiva de formação académica, científica e profissional na área dos recursos hídricos, este livro constitui uma referência fundamental em gestão ambiental e engenharia.
Trata de temas tão importantes como o Ciclo Hidrológico e Balanço Hídrico, Caracterização de Bacias Hidrográficas, Precipitação, Radiação Solar, Evaporação e Evapotranspiração, Água no Solo, Água Subterrânea, Escoamento Superficial, Caracterização de Cheias, Caracterização de Secas, Dotações de Rega, Dimensionamento e Exploração de Albufeiras, Caudais Ecológicos, Gestão Integrada dos Recursos Hídricos.

Dado que a IST Press é entidade parceira do portal eco social NaturFun, os interessados podem adquirir esta obra com desconto através do NaturFun, com portes de envio gratuitos para endereços em Portugal (o que não é negligenciável dado que se trata de um livro com mais de 800 páginas e com mais de dois quilos) e implicando uma contribuição da Naturlink à Associação CAIS por cada exemplar encomendado, aqui:
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=806

Aproveitamos a oportunidade para sugerir alguns outros títulos relacionados, também disponíveis com desconto no portal NaturFun, com portes gratuitos e apoiando igualmente a CAIS, que eventualmente Vos poderão interessar (sem ser exaustivo nem atendendo a nenhuma ordem em particular):

– “Projeto, Construção e Observação de Pequenas Barragens de Aterro”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=913

– “Princípios de Rega Agrícola”
http://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=926

– “Tratamento de Água para Consumo Humano e Uso Industrial”
http://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=671

– “Tratamento de Águas de Abastecimento”
http://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=705

– “Uma Introdução às Energias Renováveis: Eólica, Fotovoltaica e Minihídrica”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=814

– “Geoestatística para as Ciências da Terra e do Ambiente”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=866

– “Matemática do Planeta Terra”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=876

– “Hidráulica”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=236

– “Tecnologias para o Uso Sustentável da Água em Regadio”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=212

– “Os Elementos Químicos e a Vida”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=914

– “Análise Microbiológica de Alimentos e Água: Guia para a Garantia da Qualidade”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=238

– “Ecologia Industrial – Princípios e Ferramentas”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=807

– “Prontuário do Horticultor”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=851

– Conjunto de 2 livros “Ervas Silvestres Comestíveis – Guia Prático” + “Frutos Silvestres Comestíveis – Guia Prático”
http://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=891

– “Frutos Silvestres Comestíveis – Guia Prático”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=890

– “Ervas Silvestres Comestíveis – Guia Prático”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=817

– “Atlas e Livro Vermelho dos Briófitos Ameaçados de Portugal”
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=576

– Kit de Campo BioDiversity4All
https://www.naturfun.pt/index.php?route=product/product&product_id=811

Sugerimos ainda a visualização de um breve vídeo de animação que apresenta o portal NaturFun e o conceito subjacente aqui: http://vimeo.com/84536417

Bom fim-de-semana e até breve,
Rui Borralho

NATURLINK
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Recados para uma avó que vai ficar com os netos alguns dias em Agosto

• A Matilde não come arroz. Diz que fica enjoada. Ainda não percebemos bem de onde vem isso, pensámos que fosse do glúten, mas ela só come arroz sem glúten. Aliás, ela não come glúten. A nutricionista naturopata recomendou. Também não come ovos de aviário.

• Deixei um saco com comida para os miúdos. Arroz sem glúten, massa sem glúten, bolachas sem açúcar, alfarroba desidratada e biscoitos de aveia e quinoa dos Andes.

• Não lhes dê bolos de pastelaria. Nem sumos de pacote. Nem leite de vaca. Nem chocolates. Nem leite com chocolate.

• Eles não comem nada que tenha açúcar refinado. Eu sei que a mãe faz um bolo de cenoura ótimo, mas se fizer use apenas açúcar amarelo. Mas só metade da dose. E cenoura biológica.

• Deixei também açúcar amarelo. É especial, extraído de cana-de-açúcar explorada de forma sustentável.

• Se eles insistirem muito para comer doces, dê-lhes uma peça de fruta biológica. Ou um abraço.

• O Pedro pode brincar com o iPad dele antes de ir para a cama. Mas não nos últimos 34 minutos antes de apagar a luz. É o que dizem os estudos mais recentes.

• Se ele ensaiar uma fita por causa disso, não o contrarie de mais. Não lhe tire o iPad das mãos à força. Dialogue com ele. Convença-o. Queremos que os miúdos tenham capacidade de argumentação e não queremos contrariá-los de mais, para não serem castrados na construção da sua personalidade. No fim, dê-lhe um abraço.

• O iPad é a única coisa electrónica que o Pedro tem. O psicólogo dele dizia que não devia haver tecnologia nenhuma até aos 12 anos. Mudámos de psicólogo e o outro diz que pode haver, desde que tenha jogos que estimulem a parte do cérebro onde se constroem as emoções. Como ficámos baralhados, arranjámos um terceiro psicólogo, que disse para fazermos o que quisermos.

• Eles têm uma série de brinquedos de madeira e metal, feitos por artesãos velhinhos. Às vezes queixam-se que as rodas de lata não andam. Se for o caso, ajude-os a brincar com outra coisa qualquer, desde que não tenha plástico. Não queremos brinquedos de plástico.

• Se forem à feira e eles quiserem comprar bugigangas nos vendedores, compre-lhes uma rifa. Ou uma maçã. Ou dê-lhes um abraço.

• Todos os brinquedos devem ser partilhados. Não há brinquedo de menina e brinquedo de menino. Se o João quiser brincar com as bonecas de linho biológico da irmã, não há problema.

• Se ele quiser vestir as saias dela, também não há problema. Não queremos limitar a identidade de género dos nossos filhos.

• Há um saco com sabonete natural e champô à base de plantas medicinais sem aditivos químicos. Cheira um pouco mal, mas é ótimo para o cabelo.

• Mandei também umas toalhas de algodão biológico. Use só essas quando forem para a praia. São as melhores para o pH da pele deles.

• Todas as noites eles devem ouvir um pouco de música. Não pode ser o Despacito. O ideal é ser aquele CD de monges tibetanos. Aqueles sons são bons para o cérebro e para a digestão.

• Se eles quiserem subir às árvores, podem subir. Mas devem dar um abraço ao tronco antes disso. De preferência, devem agradecer à árvore antes de subirem para cima dela.

• Eles precisam de três abraços por dia. Pelo menos. Por favor não esqueça isso. E se puder, dê-lhes abraços de pele a tocar na pele. A energia positiva assim passa de forma mais eficaz.

PS 1: Mãe, não se enerve depois de ler isto tudo.

PS2: Cole este papel na porta do frigorífico, para não se esquecer de nada. Mas não use fita-cola, que isso tem plástico.

Paulo Farinha

Jornalista

Governo vai declarar estado de calamidade pública.

O Governo, por despacho do Primeiro-ministro e ministra da Administração Interna, vai declarar o estado de calamidade pública com efeitos preventivos em vários distritos do país.

“Face à previsão do agravamento, nos próximos dias, em particular no fim de semana, do risco de incêndio muito elevado e máximo, com especial incidência nos distritos do interior das regiões do Centro e Norte e alguns concelhos do distrito de Beja e sotavento algarvio, o Governo, por despacho do Primeiro-ministro e Ministra da Administração Interna, vai declarar o estado de calamidade pública com efeitos preventivos naquelas zonas do território nacional”, especifica o comunicado enviado à TSF.

António Costa e Constança Urbano de Sousa convocaram para amanhã, sexta-feira, às 9h30, na Residência Oficial, “uma reunião com o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, com o Comandante Geral da GNR, Comandante Nacional de Operações de Socorro e Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses tendo em vista a mobilização máxima de meios e pré-posicionamento nas zonas de maior risco”.

Esta quinta-feira, acrescenta a nota, o Governo “procederá à audição dos Presidentes de Câmara daqueles territórios tendo em vista a identificação de outras medidas que devam ser adotadas com caráter preventivo”.

De acordo com a lei em vigor, a declaração de forma preventiva do estado de calamidade pública permite, entre outras coisas, “a mobilização civil de pessoas”, a “fixação, por razões de segurança dos próprios ou das operações, de limites ou condicionamentos à circulação ou permanência de pessoas, outros seres vivos ou veículos”, “a fixação de cercas sanitárias e de segurança”, “a racionalização da utilização dos serviços públicos de transportes, comunicações e abastecimento de água e energia, bem como do consumo de bens de primeira necessidade”, a “declaração da situação de calamidade determina o acionamento das estruturas de coordenação política e institucional territorialmente competentes” e permite ainda “a ativação automática dos planos de emergência de proteção civil do respetivo nível territorial”.

Para o PSD, a decisão do Governo já chega tarde. Teresa Morais, vice-presidente do grupo parlamentar social-democrata considera que o executivo já devia ter feito mais cedo esta declaração de calamidade pública, porque há pelo menos dois meses que o país vive o drama dos fogos florestais.

“Pedrógão deveria ter constituído uma enorme lição, espero que alguma coisa se tenha aprendido com aquela tragédia, mas não me parece que se tenha aprendido o suficiente”, acrescentou Teresa Morais.

O CDS-PP considera que o estado de calamidade pública não vai alterar a falta de coordenação da Proteção Civil e as falhas na afetação dos meios.

“Em nossa opinião, a falta de coordenação da Proteção Civil e as falhas na afetação dos meios no terreno que são evidentes por todo o território não se resolvem com estatutos administrativos. Aquilo de que o interior do país está a precisar é de uma melhor coordenação e de meios melhor distribuídos e não de papéis”, defendeu o vice-presidente do CDS-PP Adolfo Mesquita Nunes, em declarações à agência Lusa.

De acordo com o dirigente centrista, “se o objetivo desta declaração é compensar os atrasos evidentes nos apoios a quem sofre as consequências dos incêndios, então esta declaração já vem tarde”.

Salário de cirurgião Eduardo Barroso divulgado

Ranking dos médicos com salários mais altos circulou publicamente. Investigação pretende apurar origem da publicação.

O Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) pagou mais de meio milhão euros a apenas 40 médicos. O Correio da Manhã teve acesso a uma lista, liderada pelo cirurgião Eduardo Barroso, que circulou publicamente no mês anterior, intitulada “Top 40 dos vencimentos do CHLC – Escandaloso”.

O documento, que integra os hospitais de Santa Marta, D. Estefânia, São José, Santo António dos Capuchos, Curry Cabral e a Maternidade Dr. Alfredo da Costa, revelou o salário-base de cada clínico. No caso de Eduardo Barroso o salário bruto correspondia a mais de 24 mil euros.

A Administração do CHCL disse ao referido jornal que “tomou conhecimento de uma lista de salários divulgada pelas redes sociais” e que a mesma corresponde a Fevereiro de 2016. “Esses pagamentos ocorreram naquele momento, não correspondendo a honorários constantes. As verbas totais podem resultar de incentivos na área dos transplantes, pagamento de horas extra, ou prevenção, ou outros suplementos relativos a tarefas especializadas”, explicou ainda a instituição.

CHCL confirmou ainda que já foi instaurado um processo para apurar a origem da divulgação dos salários.

Eduardo Barroso também explicou ao jornal que “o salário médio ronda os sete mil euros”, argumentando que a equipa recebe consoante os transplantes que fizer.

A maioria dos médicos, cujos salários foram divulgados, pertence à mesma unidade de Eduardo Barroso, o Hospital Curry Cabral. Há também clínicos do São José, de Santa Marta e do Dona Estefânia. São anestesistas e médicos de cirurgia geral, medicina interna e gastroenterologia.

O documento que circulou pela comunidade médica revelava o salário-base de cada clínico, com um descritivo dos valores extra a receber, como os incentivos relacionados com atividades extra prestadas no âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos em Cirurgia (SIGIC) e da atividade de transplantação. Os incentivos no âmbito dos transplantes variaram entre os 17 494 euros brutos, recebidos por Eduardo Barroso, e os 1900 euros recebidos por uma anestesista.

Ao CM, a Administração do CHLC disse que “tomou conhecimento de uma lista de salários divulgada pelas redes sociais”, sublinhando que a mesma corresponde a fevereiro de 2016. “Esses pagamentos ocorreram naquele momento, não correspondendo a honorários constantes. As verbas totais podem resultar de incentivos na área dos transplantes, pagamento de horas extra ou prevenção, ou outros suplementos relativos a tarefas especializadas”, explicou o CHLC, acrescentado que já foi instaurado um inquérito no sentido de se apurar a origem da divulgação.

Eduardo Barroso, por sua vez, explicou ao CM que “o salário médio ronda os sete mil euros e o base são cinco mil brutos” e que nem sempre chega aos 24 mil euros. “Nós, ou seja, eu e a minha equipa, recebemos consoante os transplantes que fazemos e nem sempre atinge esses valores”, explicou, acrescentando que esses valores são legais. “Em 2016 fizemos mais de 140 transplantes hepáticos e os médicos que fazem transplantes têm de estar disponíveis 24 horas, 365 dias por ano”, concretizou.

Horas extra e gripe aumentam despesas  

O Centro Hospitalar de Lisboa Central registou um aumento de 9,7 milhões na despesa em junho de 2017 ,face ao mesmo período de 2016. Os custos operacionais chegaram aos 212,9 milhões quando no ano passado eram 203,2 milhões de euros.

Segundo o relatório de desempenho económico-financeiro, contribuíram para este aumento situações como “o Plano de Contingência da Gripe, em que a instituição foi o garante da assistência na Região da Grande Lisboa”. Foram abertas mais de 100 camas no CHLC e estima-se que os encargos ascendam a 1,2 milhões de euros.

Também ocorreu um acréscimo de 6,8 milhões de euros relacionados com a reposição salarial, a reposição das 35 horas semanais, o aumento do subsídio de refeição, o encargo com a equipa de neurorradiologia e o Sistema Integrado de Gestão de Inscritos em Cirurgia (SIGIC).

Leonor Poeiras "denuncia" quanto ganha um bombeiro em Portugal

Só para relembrar… arriscam a saúde e a vida, salvam outras vidas e muitas florestas, não param, mal descansam e recebem 1,87€ por hora #nocomments #bombeiros #maisqueheróis #respect #pedrógãogrande #portugal

Em todo o país, não se fala noutro assunto: o drama do incêndio em Pedrógão -, mas nem só nos corações dos cidadãos anónimos está o sentimento de dor e impotência. Nas redes sociais há uma inundação de mensagens de solidariedade e comoção, e diversas celebridades nacionais falam em apoio às vítimas do fogo que tem assolado as florestas.

Entre as homenagens às vítimas e familiares, misturam-se os aplausos aos homens que combatem os incêndios – na maior parte, voluntários -, bem como os pedidos de ajuda e as críticas à precariedade das condições de trabalho que lhes são dadas. Um depoimento, em especial, ganhou destaque: Leonor Poeiras usou o Instagram para “denunciar” o baixo valor pago aos bombeiros de Portugal.

“Só para relembrar… arriscam a saúde e a vida, salvam outras vidas e muitas florestas, não param, mal descansam e recebem 1,87€ por hora”, escreveu a apresentadora na legenda na partilha.

De imediato, começaram a surgir seguidores que faziam eco às palavras de Leonor, concordando e lamentando a situação que chamam de “vergonha”. “Oh meu Deus, esses anjos estão super cansados e merecem todo nosso apoio (…)”, “Obrigada a todos os bombeiros pela coragem e esforço que têm para salvar vidas! (…)”, escreveu uma seguidora.

Recorde-se que, até ao momento do fecho desta notícia, há cerca de 1100 bombeiros no terreno a combater o mais motífero fogo florestal de que há memória no país.

Este sábado foi o dia com mais incêndios registados até agora.

Autoridades registaram 268 incêndios neste sábado, o dia de 2017 com o mais elevado número de fogos. Combate mobilizou 6.500 pessoas e houve mais de cem missões aéreas.

Cerca de 6.500 bombeiros, 1.762 viaturas e cem missões aéreas estiveram este sábado no terreno a lutar contra os fogos. Mais de 70 incêndios deflagraram apenas em três horas da tarde de hoje em vários locais do norte e centro do país, 11 dos quais classificados como “problemáticos”, com Coimbra a activar o Plano de Emergência Distrital devido aos fogos.

O balanço actualizado domingo de manhã, de mais um dia recorde no número de fogos, a Protecção Civil registou 268 incêndios.

Em Abrantes, seis bombeiros ficaram feridos e foram transferidos para a unidade hospitalar local quando a viatura em que se seguiam foi apanhada pelas chamas, de acordo com informação avançada pela SIC Notícias. Os bombeiros feridos pertencem a uma corporação de voluntários da Trafaria. Também uma mulher ficou ferida e está internada no hospital da Universidade de Coimbra com queimaduras em 50% do corpo. Em Miranda do Corvo, há duas pessoas desalojadas, e, até ao momento, cinco pessoas feridas, entre elas três crianças, segundo avançou à RTP o presidente da câmara local, Miguel Batista.

A página da Protecção Civil chegou a mostrar mais de 100 fogos, com 30 especialmente activos. Alguns dos incêndios que mobilizam mais meios tinha sido considerados dominados — em Abrantes, Mealhada, Alvaiázere — mas há muitos homens no terreno para evitar reacendimentos, que foi o que acabou por acontecer em Alvaiázere, já ao fim da tarde de sábado, obrigando ao corte da A13, nos dois sentidos.

O incêndio “estava a propagar com grande velocidade”, indo em direcção ao concelho vizinho de Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, disse à agência Lusa Célia Marques, sublinhando que as pessoas da localidade do Beco, em Ferreira do Zêzere, foram retiradas para uma localidade de Alvaiázere. “A nossa preocupação é que o fogo, face ao vento, inverta a direcção e regresse para a zona de Cabaços, como aconteceu há cerca de dez anos”, explicou a autarca, sublinhando que estão a ser criados aceiros para garantir que as chamas não transitam “para esse lado”.

Tomar é o mais recente concelho a ser atingido pelo fogo. Nas últimas horas, algumas aldeias tiveram que ser evacuadas e já há planos para levar algumas pessoas por via fluvial, se isso se chegar a revelar-se necessário. As imagens, transmitidas pela SIC, mostram enormes colunas de fumo na serra de Tomar.

A Câmara de Miranda do Corvo activou, entretanto, o Plano Municipal de Emergência devido ao incêndio “de grandes dimensões” que lavra na freguesia de Semide e que coloca “em risco” diversas casas de cinco aldeias, anunciou a autarquia à agência de notícias Lusa.

Reacendimentos aconteceram também em Cantanhede, um fogo que tinha sido dado como controlado esta manhã, mas que agora volta a lavrar, registando-se ainda uma segunda ocorrência neste concelho, que obrigou ao corte da A14, que liga Coimbra à Figueira da Foz. Também a A8 foi cortada no nó de Torres Vedras, na saída norte, mas já foi reaberta. A decisão foi tomada às 16h03 e a porta-voz da Protecção Civil, Patrícia Gaspar, revelou à Lusa estarem no local elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR).

O incêndio que, a meio da tarde, mais atenção por parte das autoridades ainda era o de Abrantes, no distrito de Santarém. Às 16h10, estavam 538 operacionais, 181 veículos e dois meios aéreos a combater aquele incêndio, que começou ao final da tarde de quarta-feira, 9 de Agosto. Na manhã deste sábado, o fogo entrou em fase de resolução.

Em Ferreira do Zêzere, também no distrito de Santarém, o incêndio que tinha sido dado como dominado, reactivou-se hoje à tarde e entrou na localidade de Beco, informou o presidente da Câmara Municipal. “O fogo já entrou na localidade de Beco e está a ir em direcção a Dornes. Está medonho”, disse à agência Lusa o presidente do município, Jacinto Lopes, referindo que “há casas em risco”.

De acordo com o autarca, as chamas estão “a aumentar de intensidade” e lavram de forma descontrolada, considerando que “vai ser muito complicado” combater o fogo. “Só agora é que vamos ter meio aéreo”, notou Jacinto Lopes, referindo que, por o céu estar “muito negro”, poderá ser difícil para o meio aéreo operar. O presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere referiu que às 20h00 iria decorrer uma reunião, na qual poderá ser decidida a activação do Plano Municipal de Emergência.

Em Cantanhede, no distrito de Coimbra, o incêndio que começou ao início da tarde de sexta-feira, 11 de Agosto, está a ser combatido por 310 operacionais, auxiliados por 95 veículos e três meios aéreos. O incêndio é dado pela Protecção Civil como estando “em curso”, o que significa que os bombeiros ainda não o conseguiram dominar. O plano de emergência distrital de Coimbra foi activado.

Na Mealhada, no distrito de Aveiro, há 226 operacionais, 55 veículos e dois meios aéreos no combate ao incêndio que começou a deflagrar às 12h33 desta quinta-feira, 10 de Agosto. O fogo já está dominado. O quarto incêndio mais importante é em Alvaiázere, no distrito de Leiria. Ao todo, estão destacados 230 operacionais e 80 veículos. O incêndio, que começou às 19h40 de sexta-feira, 11 de Agosto, já foi dado como dominado.

De acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil, consultada pela Lusa cerca das 18h15, estão esta tarde em curso 28 incêndios rurais, que mobilizam 2.045 operacionais, apoiados por 574 veículos e 24 meios aéreos. O alerta laranja mantém-se em todos os distritos.

As autoridades procederam à evacuação de uma quinta na zona de Cantanhede, que envolveu a retirada de 250 pessoas, e em Tomar estava a ser ponderada, igualmente, a evacuação de uma localidade, neste caso através de meios fluviais, através da barragem de Castelo do Bode.

A Protecção Civil reconheceu que houve falhas “pontuais” nas comunicações sob a responsabilidade do SIRESP, o que sucedeu num dos incêndios, mas Patrícia Gaspar não especificou em que região se verificou esta situação. Acrescentou que as deficiências no funcionamento das comunicações não colocou em causa o combate ao fogo.

Ao final da tarde, a ministra da Administração Interna revelou que Portugal accionou o Mecanismo Europeu de Protecção Civil, quando já se sabia que este sábado foi o dia de 2017 em que se registaram mais incêndios, com 226 a serem declarados até ao início da noite. Sexta-feira era, até hoje, o dia deste ano em que Portugal registou mais incêndios, num total de 220 ocorrências, das quais 60 apenas no distrito do Porto, segundo informação da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

http://observador.pt/2017/08/12/mais-de-3-mil-bombeiros-combatem-90-incendios-em-todo-o-pais/