Prevenção natural da gripe

O Dr. Vinay Goyal, urgentista reconhecido mundialmente, director de um departamento de medicina nuclear, tiroídica e cardíaca pede para você divulgar a mensagem abaixo para o maior número de pessoas possível, a fim de contribuir para minimizar o número de casos da Gripe A, causada pelo vírus H1N1.

“As únicas vias de acesso para o vírus da gripe são as narinas, a boca e a garganta. Em relação a esta epidemia tão vastamente propagada, apesar de todas as precauções, é praticamente impossível não estar em contacto com portadores do vírus que a promove. Contudo, alerto para o seguinte: o problema real não é tanto o contacto com o vírus, mas a sua proliferação. Enquanto estamos em boa saúde e não apresentamos sintomas de infecção da gripe A (H1N1), há precauções a serem tomadas para evitar a proliferação do vírus, o agravamento dos sintomas e o desenvolvimento das infecções secundárias. Infelizmente, estas precauções, relativamente simples, não são divulgadas suficientemente na maior parte das comunicações oficiais.

(porque será? Por ser barato demais e não haver lucros ?).

Eis algumas precauções:

1. Como mencionado na maior parte das publicidades, lave as mãos frequentemente.

2. Evite, na medida do possível, tocar no rosto com as mãos.

3. Duas vezes por dia, sobretudo quando esteve em contacto com outras pessoas, ou quando chegar em casa, faça gargarejos com água morna contendo sal de cozinha.

Decorrem normalmente 2 a 3 dias entre o momento em que a garganta e as narinas são infectadas e o aparecimento dos sintomas. Os gargarejos feitos regularmente podem prevenir a proliferação do vírus. De certa maneira, os gargarejos com água salgada têm o mesmo efeito, numa pessoa em estado saudável, que a vacina sobre uma pessoa infectada.

Não devemos subestimar este método preventivo simples, barato e eficaz. Os vírus não suportam a água morna contendo sais.

4. Ao menos uma vez por dia, à noite, por exemplo, limpe as narinas com a água morna e sal. Assoe o nariz com vigor, e, em seguida, com um cotonete para ouvidos (ou um pouco de algodão) mergulhado numa solução de água morna com sal, passe nas duas narinas. Este é um outro método eficaz para diminuir a propagação do vírus.

O uso de potes nasais para limpeza das narinas, contendo água morna e sal de cozinha, é um excelente método para retirar as impurezas que albergam os vírus e bactérias; trata-se de um costume milenar, da Índia.

5. Reforce o seu sistema imune comendo alimentos ricos em vitamina C.

Se a vitamina C for tomada sob a forma de pastilhas ou comprimidos, assegure-se de que contem Zinco, a fim de acelerar a absorção da vit. C.

6. Beba tanto quanto possível bebidas quentes (chás, café, infusões etc.).

As bebidas quentes limpam os vírus que podem se encontrar depositados na garganta e em seguida depositam-nos no estômago onde não podem sobreviver, devido o PH local ser ácido, o que evita a sua proliferação.”

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É por esta razão que as mulheres infiéis não se divorciam dos maridos.

Os homens e as mulheres encaram de forma muito diferente as relações que têm e as traições também.

Os resultados mostram as diferenças entre homens e mulheres, e a forma diferente como ambos lidam com as relações amorosas que mantêm.

Há coisas que levam a acreditar que homens apenas traem por questões meramente sexuais, e as mulheres por questões mais afectivas, algo que leva a que as coisas com o ‘outro’ evoluam de uma forma muito mais significativa, por parte das mulheres.

‘Elas’, na maior parte das vezes, pretendem e procuram carinho, compreensão e outras razões que as fazem ficar muito mais apegadas ao mundo fora da relação assumida.

As razões para as mulheres não se divorciarem são estas:

1. 55% das mulheres acreditam que os divórcios trazem, no caso de existirem filhos, muitas consequências negativas.

2. 35 % das mulheres afirma que apenas queria experimentar coisas novas e dar mais entusiasmo às suas vidas;

3. 27,5% acabam por trair por sentirem que os maridos não lhes dão a devida atenção;

4. 61% das mulheres quando traem não tencionam divorciar-se em virtude da traição;

5. 10% das mulheres são infiéis apenas por vingança, por saberem que os maridos também as traíram;

Discriminar como Jesus discriminou

O facto de paroquianas aparecerem grávidas indica que talvez a homossexualidade dos clérigos não seja o problema mais premente da igreja.

Duas semanas depois de se saber que um padre madeirense tinha sido pai de uma menina, o cardeal-patriarca defendeu que os homossexuais não deviam poder ingressar no seminário. Desejo a todo o custo evitar ser acusado do terrível pecado de atheistsplaining, mas este parece-me um raciocínio difícil de seguir: o facto de paroquianas aparecerem grávidas indica que talvez a homossexualidade dos clérigos não seja o problema mais premente da igreja. Não se percebe, aliás, como poderia ser um problema. Antes pelo contrário: os padres juram manter-se celibatários, e impor o celibato a um homossexual é uma solução que a moral católica costuma ver com muito agrado.

Para justificar a proibição, o cardeal-patriarca disse: “Em Cristo não há nada de homossexual, como os evangelhos relatam”. É verdade. 
Mas também não há nada de heterossexual. 
Cristo não manifesta interesse sexual por ninguém. O que, deve dizer-se, é pena. A Bíblia teria ainda mais leitores se o Messias, em conversa com os apóstolos, fizesse considerações do género: “Em verdade vos digo que a filha daquele fariseu é mesmo boa.” O que pode dizer-se com propriedade é que em Cristo não há nada de discriminatório. Parece ser essa, aliás, a característica que mais seduz os crentes. Por outro lado, é muito raro ouvirmos um teólogo louvar-lhe a heterossexualidade.

Na mesma ocasião em que rejeitou a entrada de homossexuais no seminário, o cardeal-patriarca também falou no padre madeirense. Disse que o padre poderia continuar na igreja, desde que “na fidelidade ao celibato, sem vida dupla”. Porque, acrescentou, um padre deve escolher “não constituir família”, pois só assim poderá ser “familiar de todos”. Estas declarações são ainda mais surpreendentes. Ninguém defende mais a família e o superior interesse da criança do que a igreja. Essa defesa costuma ser feita nestes termos: uma criança precisa de uma família, e uma família é constituída por um pai e uma mãe. A criança, sublinham sempre, precisa imprescindivelmente dessas duas figuras. É por isso que outros modelos de família não são admissíveis. Mas neste caso, ao que parece, acima do inferior interesse da criança está o superior interesse da diocese. O pai da criança deve renunciar à família, porque tem outras obrigações mais importantes. Aquela criança não pode ter uma família porque o pai tem de ser “familiar de todos”. Resumindo: naquele dia, o cardeal-patriarca disse que um homossexual não deve procurar uma vida de celibato e um heterossexual não deve constituir família. Julgo que é disto que fala o livro do Apocalipse. Vou procurar abrigo.

Boca do Inferno

30.11.2017

Ricardo Araújo Pereira

Miguel Abracadabrantes

Vou continuar a chamar tese de mestrado àquilo que parece ter sido, na verdade, um trabalho de grupo do 11º ano

Tão fascinante como a questão da existência de Cristo foi, durante anos, o debate sobre a existência de Miguel Abrantes. Os crentes diziam que Miguel Abrantes existia mesmo e era óbvio que mantinha um blog de apoio a José Sócrates por gosto, até porque a ideia de pagar a um blogger para elogiar o governo era cómica; os incréus diziam que não existia uma pessoa chamada Miguel Abrantes mas alguém que, escondido atrás desse nome, era pago para defender Sócrates e atacar quem o criticasse. Como se verificou mais tarde, em certa medida todos tinham razão: de facto, não existia um Miguel Abrantes; de facto, ele era pago para elogiar o governo; de facto, a ideia de pagar a um blogger para elogiar o governo era cómica. O problema é que, quando se trata de José Sócrates, quanto mais cómicas são as suspeições, mais verdadeiras vêm a revelar-se. Se determinada acção é ridícula, em princípio foi praticada por José Sócrates: eis uma lei natural que escapou a Newton.

Os depoimentos que Miguel Abrantes e Domingos Farinho prestaram perante o juiz da Operação Marquês contêm algumas revelações interessantes. Farinho, por exemplo, explica que a ajuda que deu a Sócrates se justificava porque “era a primeira vez que ele fazia um trabalho académico”. Tendo em conta o modo como sabemos que Sócrates se licenciou, é perfeitamente plausível que o ex-primeiro-ministro tenha chegado ao mestrado sem ter feito um único trabalho académico. As declarações do pseudo-Miguel Abrantes também parecem verdadeiras. Diz que também ele ajudou a rever a tese de mestrado de Sócrates (para simplificar, vou continuar a chamar tese de mestrado àquilo que parece ter sido, na verdade, um trabalho de grupo do 11º ano), mas corrigiu apenas coisas pequenas, como “quando é que ‘demais’ é junto ou quando é ‘de mais’”. Também aqui encontramos uma ressonância de verdade: se há pessoa que parece não saber quando é demais, essa pessoa é José Sócrates. Abrantes acrescenta que chegou a enviar a Sócrates uma entrada do Ciberdúvidas em que se esclarece a diferença entre “demais” e “de mais”. Não tinha custado nada adaptar a informação contida nesse artigo às necessidades pedagógicas de Sócrates, tornando a explicação mais fácil de assimilar. Por exemplo, “demais” enquanto pronome equivalente a “outros”: “Alguns anjinhos engoliram as patranhas do sr. engenheiro sobre o dinheiro de família, mas os demais preferiram acreditar na investigação do José António Cerejo.” “Demais” como advérbio com a função de “além disso”: 
“O pavimento que o sr. engenheiro escolheu para a casa do seu amigo não é barato; demais, é muito escuro”. “Demais” como advérbio que tem o significado de “excessivamente”: “O sr. engenheiro não gastará demais para os rendimentos que tem?” Finalmente, temos então “de mais”, a locução adverbial com o significado de “a mais”: “O Carlos Santos Silva já tem cartão de milhas na Fnac, pois comprou livros de mais.” Após esta ajuda, fico à espera do contacto de Rui Mão de Ferro. Passo factura.

(Crónica publicada na VISÃO 1289 de 16 de novembro)

Ricardo Araújo Pereira

O jantar natalício

Ainda é Novembro mas já começaram os almoços e os jantares de Natal. São mesas enormes cheias de sorrisos forçados, reproduzindo até ao pormenor as hierarquias em vigor durante todo o ano. Há um fingimento de folia, um riso postiço que é filho mais da água do que do vinho, um humor fácil, medido a gargalhada curta, que é prontinho de mais para ser convincente.

As mesas com ementas fixadas de antemão são as menos alegres. Nalgumas chega-se ao luxo de poder escolher entre o arroz de frutos do mar e o empadão de farinheira. O vinho é da casa, as garrafas estão contadas e “não, não é possível pedir que se faça uma sangria à parte com uma delas, não, nem pagando mais um bocadinho, já está tudo pago, não sei se me estou a fazer entender, mais alguma coisa em que eu possa não ajudar?” As máscaras fazem-se pagar. Comem a cara. Quanto àquele ríctus que usamos para fazer de conta que nos estamos a divertir enquanto ouvimos o chato do contencioso a contar como é que se vai da Buraca para Barcarena sem usar o IC19 — ele pode ficar-nos esculpido nas bochechas para sempre.

Às vezes há um bolo e tudo: um bolo-rei especialmente trazido pelo patrãozinho da pastelaria Princesa de Mem Martins, completo com uma quantia excepcional de abóbora cristalizada, tingida de verde. Por ser Natal, há até uns fios de ovos a decorar o buraco no meio que é melhor ninguém tentar comer, até porque provavelmente sobraram do ano passado. O fim tarda mas lá chega: “Toma uma jeropiga, para rematar?” “Não.”

Miguel Esteves Cardoso

Voltaire e os 2 tipos de ladrões

Na vida, existem 2 tipos de ladrões;

1-O ladrão comum: é aquele que rouba o seu dinheiro, a sua carteira, relógio, telefone, etc..

2-O ladrão político: é aquele que rouba o seu futuro, seus sonhos, seu conhecimento, seu salário, sua educação, sua saúde, sua força, seu sorriso, etc..

Uma grande diferença entre estes dois tipos de ladrões,

é que o ladrão comum escolhe-o para roubar os seus bens

enquanto o ladrão político é você que o escolhe para ele o roubar.

E a outra grande diferença, não menos importante,

é que o ladrão comum é procurado pela polícia

enquanto o ladrão político é geralmente protegido por um comboio policial.

Pense antes de escolher o seu ladrão, da próxima vez …