O aroma dos bons momentos

    Antes do típico chamamento para a mesa, é o perfume das ervas aromáticas que denuncia que o jantar está pronto. Afinal, é a criatividade da sua mistura que torna um prato simples numa refeição especial.

    ervas_aromaticas

    Numa cozinha que se preze não podem faltar as ervas aromáticas. Além de nos permitirem dar asas à imaginação e surpreender com novos sabores num prato habitual, a sua conjugação inteligente é a melhor forma de reduzir a quantidade de sal e criar os mais originais temperos.

    Quando a refeição eleita é um guisado, cozido ou prato de carne, o nosso melhor amigo é o tomilho. Com um sabor muito agradável, pode ser adicionado aos nossos pratos logo depois de colhido e lavado. Esta erva aromática anda muitas vezes lado a lado com o alecrim, que, fresco ou seco, também é apreciado em pratos de carne, como o porco, borrego, mas também em batatas assadas, manteigas aromatizadas, saladas, molhos e chás. Com um aroma inconfundível, também combina maravilhosamente com menta e gengibre.

    O louro nunca deve faltar na despensa, já que pode ser aplicado em quase todos os nossos cozinhados, especialmente em pratos de peixe, caça e com legumes como o feijão. Se se extrair a nervura central das folhas e picar as mesmas, produzem um efeito magnífico em molhos de natas e ovos.

    Originários do Alentejo, chegam-nos os coentros, cujo característico aroma eleva o prazer de saborear típicos pratos portugueses, como a carne de porco à alentejana.

    Para além destas, na cozinha portuguesa encontramos sempre o cebolinho, os orégãos, a hortelã, a salsa e o manjericão. Com benefícios que muitas vezes desconhecemos, vale a pena arriscar e apostar nestas ervas em vez do sal. Por exemplo, sabia que a salsa tem mais vitamina C do que laranja?

    O tomilho é um ingrediente perfeito para temperar massas e saladas.

    AS TRÊS DESCONHECIDAS.

  • tomilho

    Tomilho | Considerada um bom substituto do sal, é perfeita para guisados e cozidos, sopas e pratos de peixe.

  • poejo

    Poejo | Conjuga com açordas, caldeiradas de peixe, pratos de carneiro e caracóis.

  • cebolinho

      • Cebolinho | Tem um gosto a cebola e é ideal para saladas, sopas de tomate e molho tártaro.

      Recados para uma avó que vai ficar com os netos alguns dias em Agosto

      • A Matilde não come arroz. Diz que fica enjoada. Ainda não percebemos bem de onde vem isso, pensámos que fosse do glúten, mas ela só come arroz sem glúten. Aliás, ela não come glúten. A nutricionista naturopata recomendou. Também não come ovos de aviário.

      • Deixei um saco com comida para os miúdos. Arroz sem glúten, massa sem glúten, bolachas sem açúcar, alfarroba desidratada e biscoitos de aveia e quinoa dos Andes.

      • Não lhes dê bolos de pastelaria. Nem sumos de pacote. Nem leite de vaca. Nem chocolates. Nem leite com chocolate.

      • Eles não comem nada que tenha açúcar refinado. Eu sei que a mãe faz um bolo de cenoura ótimo, mas se fizer use apenas açúcar amarelo. Mas só metade da dose. E cenoura biológica.

      • Deixei também açúcar amarelo. É especial, extraído de cana-de-açúcar explorada de forma sustentável.

      • Se eles insistirem muito para comer doces, dê-lhes uma peça de fruta biológica. Ou um abraço.

      • O Pedro pode brincar com o iPad dele antes de ir para a cama. Mas não nos últimos 34 minutos antes de apagar a luz. É o que dizem os estudos mais recentes.

      • Se ele ensaiar uma fita por causa disso, não o contrarie de mais. Não lhe tire o iPad das mãos à força. Dialogue com ele. Convença-o. Queremos que os miúdos tenham capacidade de argumentação e não queremos contrariá-los de mais, para não serem castrados na construção da sua personalidade. No fim, dê-lhe um abraço.

      • O iPad é a única coisa electrónica que o Pedro tem. O psicólogo dele dizia que não devia haver tecnologia nenhuma até aos 12 anos. Mudámos de psicólogo e o outro diz que pode haver, desde que tenha jogos que estimulem a parte do cérebro onde se constroem as emoções. Como ficámos baralhados, arranjámos um terceiro psicólogo, que disse para fazermos o que quisermos.

      • Eles têm uma série de brinquedos de madeira e metal, feitos por artesãos velhinhos. Às vezes queixam-se que as rodas de lata não andam. Se for o caso, ajude-os a brincar com outra coisa qualquer, desde que não tenha plástico. Não queremos brinquedos de plástico.

      • Se forem à feira e eles quiserem comprar bugigangas nos vendedores, compre-lhes uma rifa. Ou uma maçã. Ou dê-lhes um abraço.

      • Todos os brinquedos devem ser partilhados. Não há brinquedo de menina e brinquedo de menino. Se o João quiser brincar com as bonecas de linho biológico da irmã, não há problema.

      • Se ele quiser vestir as saias dela, também não há problema. Não queremos limitar a identidade de género dos nossos filhos.

      • Há um saco com sabonete natural e champô à base de plantas medicinais sem aditivos químicos. Cheira um pouco mal, mas é ótimo para o cabelo.

      • Mandei também umas toalhas de algodão biológico. Use só essas quando forem para a praia. São as melhores para o pH da pele deles.

      • Todas as noites eles devem ouvir um pouco de música. Não pode ser o Despacito. O ideal é ser aquele CD de monges tibetanos. Aqueles sons são bons para o cérebro e para a digestão.

      • Se eles quiserem subir às árvores, podem subir. Mas devem dar um abraço ao tronco antes disso. De preferência, devem agradecer à árvore antes de subirem para cima dela.

      • Eles precisam de três abraços por dia. Pelo menos. Por favor não esqueça isso. E se puder, dê-lhes abraços de pele a tocar na pele. A energia positiva assim passa de forma mais eficaz.

      PS 1: Mãe, não se enerve depois de ler isto tudo.

      PS2: Cole este papel na porta do frigorífico, para não se esquecer de nada. Mas não use fita-cola, que isso tem plástico.

      Paulo Farinha

      Jornalista

      CONSULTA E DIAGNÓSTICO PEDAGÓGICO

      Torturado por terríveis dores lombares, fui consultar um famoso ortopedista.

      Após analisar a radiografia, receitou-me anti-inflamatórios e teceu considerações a respeito da coluna, nervo ciático, etc., etc., tudo com uma contagiante simpatia e demonstração de profundo conhecimento profissional. Nunca entendi tão bem o porquê do substantivo “PACIENTE”, para definir o doente num consultório médico, como naquele dia; porque sim: é de todo bom senso e civismo, ouvir, com grata paciência e atenção, aquilo que alguém nos está a dizer, ordenar, sugerir e/ou aconselhar, para nosso exclusivo bem estar de saúde…

      Depois de ouvir, atentamente, todas as recomendações posológicas, perguntei como leigo que sou:

      – Doutor, o que fiz durante a minha vida, ou estou ainda a fazer, que possa ter originado estas dores?

      E ele, depois de olhar frontal e francamente para mim, respondeu com simpática convicção:

      – Aniversários meu amigo, aniversários!…

      acto sexual

      Sabias que o acto sexual:

      DURA APROXIMADAMENTE 8 minutos… a média de penetração do pénis na vagina é de 30 vezes por minuto, o que indica que no acto sexual existem 240 introspecções…

      Uma vez que o pénis tem um tamanho médio de 15 cm em erecção, significa que durante a penetração são introduzidos 3600 cm, ou seja, 36 metros de pénis por relação sexual.

      Geralmente as mulheres fazem amor (com sorte) 3 vezes por semana (isso é o dever, se não for assim preocupe) e como o ano tem 52 semanas, isto significa que em resumo, recebem 5885 metros de Pénis anualmente, ou o que é igual a quase 6 km por ano, ou seja, 1/2 km por mês.

      Então minha amiga, se você não recebeu a sua quilometragem correspondente a esta altura do ano, faça o necessário para cumprir o que a ciência médica estabelece… Nota: alguns metros de mais não lhe farão mal, pelo contrário!!! Vai ajudar a perder peso e melhorar o seu humor e ritmo cardíaco. Então, vamos trabalhar.

      Para minhas amigas: exijam sua quota em quilometragem e um super!!!

      Para meus amigos: cumpram sua quilometragem, que se não, mudam de modelo!!…..

      As 9 características que todos os pais de miúdos com sucesso têm em comum

      AFP/ Getty Images

      Vários estudos científicos relacionam a educação com o sucesso. E há pelo menos 9 semelhanças entre os pais de filhos que se deram bem na vida

      Todos os pais querem que os seus filhos não se metam em sarilhos, tenham sucesso escolar e uma vida cheia de alegrias. Não há uma receita certa, mas várias investigações têm vindo a apontar alguns caminhos e factores que não determinam mas podem influenciar ou prever o sucesso futuro. Aqui ficam 9 coisas que pais de miúdos bem sucedidos têm em comum:

      1 – Põem os miúdos a fazer tarefas

      Pode não ser fácil e gerar alguma tensão familiar mas pôr as crianças a fazer algumas tarefas domésticas só lhes faz bem, além de ser uma ajudinha extra para os pais. Julie Lythcott-Haims, da Universidade de Stanford e autora do livro “Como criar um adulto“, disse numa Ted Talk: “Se os miúdos não estão a tratar da sua louça é porque alguém o está a fazer por eles. E estão a ser absolvidos não apenas do trabalho, mas também de aprenderem que o trabalho tem de ser feito e que cada pessoa deve contribuir para melhorar o que é de todos”.

      Segundo a autora, as crianças que cumprem tarefas em casa tornam-se profissionais que colaboram mais com os colegas, criam mais empatia porque reconhecem o esforço necessário e são capazes de desenvolver tarefas de forma independente.

      As bases desta teoria são do “Harvard Grant Study”, o mais vasto estudo longitudinal dos Estado Unidos sobre o desenvolvimento de pessoas adultas

      Ao Tech Insider, Julie Lythcott-Haims explica: “Ao pô-los a fazer tarefas – pôr o lixo na rua, tratar das suas roupas – fazemos com que se apercebam de que têm de trabalhar. Devem saber que as suas vidas não se centram só neles e que pertencem a um ecossistema, a uma família ou a um local de trabalho partilhados”.

      2 – Mantêm as expectativas altas

      Um estudo conduzido pela Universidade da Califórnia, envolvendo 6600 crianças nascidas nos Estados Unidos em 2001 veio descobrir que as expectativas que os pais têm para os seus filhos têm um efeito considerável nas suas realizações futuras: 57% das crianças que tiveram menos sucesso tinham pais que esperassem que chegassem ao ensino superior. Mas 96% das crianças que foram bem sucedidas tiveram pais que ambicionavam que chegassem e concluíssem o ensino superior.

      3 – Ensinam-lhes capacidades sociais

      A simpatia e abertura para fazer amigos podem ser fundamentais para definir o sucesso dos seus filhos. Dois grupos de investigadores – da Universidade da Pensilvânia e da Universidade Duke na Carolina do Norte – avaliaram mais de 700 crianças de vários estados americanos durante o período em que frequentaram o jardim-de-infância e até aos 25 anos. O que descobriram foi uma correlação muito forte entre as capacidades sociais reveladas e praticadas no jardim-de-infância e o seu sucesso enquanto adultos duas décadas depois.

      Segundo as conclusões do estudo, as crianças com mais competências sociais – que cooperam e ajudam os colegas e que parecem ter facilidade em compreender os seus sentimentos – têm uma maior probabilidade de conseguir um diploma universitário e ter um trabalho a tempo inteiro aos 25 anos do que aqueles que revelavam poucas capacidades sociais no jardim-de-infância. Os miúdos com mais limitações ao nível das capacidades sociais também revelaram uma maior probabilidade serem presos, terem problemas com álcool e de se candidatarem a habitações sociais

      O que o estudo mostra é que ” ajudar as crianças a desenvolver capacidades sociais e emocionais é uma das coisas mais importantes que podemos fazer para os preparar para um futuro saudável”, diz Kristin Schubert, Diretora da publicação Robert Wood Johnson Foundation que reuniu os resultados deste estudo.

      4 – Têm relações saudáveis com os filhos e parceiros

      Os pais podem estar separados ou juntos mas o que importa, em nome do sucesso dos mais novos, é que mantenham relações saudáveis e positivas com eles e entre si. De acordo com um estudo da Universidade de Illinois, as crianças que vivem em ambientes de conflito, tendem a ter um futuro mais instável do que as outras.

      O professor e autor do estudo, Robert Hughes, acrescenta ainda que há crianças com famílias monoparentais saudáveis que reportam muito mais sucesso no futuro do que as que têm os pais juntos mas problemas de conflito permanente entre ambos. Um ambiente calmo, de respeito e compreensão é sempre propicio a um desenvolvimento de sucesso.

      Os problemas de adaptação da relação dos pais no pós-divórcio, que por vezes vem acompanhado de alguma tensão, também têm consequências negativas para as crianças, diz Robert Hughes.

      Um outro estudo veio concluir que o ideal será um contacto frequente entre as crianças e os pais sem a custódia, em vez da luta ou discussão pela custódia e visitas surpresa ou esporádicas. Ter cuidado com este tipo de postura facilita a adaptação das crianças ao divórcio e, depois, à vida futura.

      5 – Têm um nível educacional mais elevado

      As expectativas pessoais são, muitas vezes, o reflexo das expectativas e ambições dos pais. Um estudo de 2014 da psicóloga Sandra Tang, da Universidade de Michigan, veio afirmar que as mães que acabam o secundário e a faculdade têm mais probabilidade de vir a criar filhos que sigam o mesmo caminho.

      O estudo teve a participação de 14 mil crianças a frequentarem o jardim de infância entre 1998 e 2007 e concluiu que os filhos de mães adolescentes (de 18 anos ou mais novas) têm menor probabilidade de concluir os estudos secundários e superiores.

      Ou seja, as aspirações educacionais dos pais têm influência sobre as aspirações dos filhos. Num estudo longitudinal feito em 2009 por pelo psicólogo Eric Dubow e que incluiu os testemunhos de 856 pessoas de zonas rurais veio descobrir-se que “o nível educacional dos pais quando as crianças têm 8 anos faz prever de forma significativa o seu sucesso educacional e profissional nos 40 anos de vida seguintes”.

      6 – São pais menos stressados

      De acordo com uma pesquisa recente, citada pelo Washington Post, o número de horas que as mães passam com os seus filhos – entre os 3 e os 11 anos – tem pouco impacto no futuro comportamento, bem-estar e sucesso dos miúdos. O que verdadeiramente pesa é a qualidade e calma dos momentos que partilham.

      “O stress das mães, especialmente causado por problemas profissionais ou precisamente por não terem tempo para estar com os filhos, pode afetá-los de forma negativa”, diz Kei Nomaguchi, um dos autores desta pesquisa.

      Chama-se contágio emocional e é o fenómeno psicológico pelo qual as pessoas “apanham” os sentimentos (mais ou menos como quem apanha um vírus ou uma constipação) e ajuda a explicar estes resultados. Da mesma forma que tendemos a partilhar os mesmos sentimentos com os nossos amigos quando estão felizes ou tristes, quando os apais estão exaustos, frustrados e em stresse, esse estado emocional pode ser transferido para os filhos

      7 – Ensinam matemática aos filhos desde cedo

      Em nome do sucesso dos seus filhos, não os poupe das contas

      Uma análise feita em 2007 a 35 000 crianças americanas, canadianas e inglesas a frequentar o ensino pré-escolar revelou que o desenvolvimento de capacidades matemáticas pode ser altamente vantajoso para o seu futuro

      “A importância primordial das capacidades matemáticas desde cedo – concretamente de começar a escola com conhecimentos dos números, da ordem dos números e outros conceitos matemáticos simples – é uma das principais conclusões do nosso estudo”, disse o coautor Greg Duncan num comunicado de imprensa sobre o tema.

      “A mestria da matemática desde cedo faz prever não apenas as capacidades matemáticas, faz também prever as futuras capacidades de leitura”, acrescentou Greg Duncan.

      8 – Valorizam os esforços dos seus filhos

      É importante que as crianças entendam de onde vem o sucesso: do esforço e do trabalho mais do que do talento. Há já várias décadas que a psicóloga Carol Dweck, da Universidade de Stanford, tem vido a descobrir as formas como crianças (e adultos) pensam acerca do sucesso. As pesquisas e conclusões estão sintetizadas no livro “Mindset: The New Psychology of Success” e destacam-se duas formas fundamentais de pensar o sucesso:

      1) Uma abordagem fixa que assume que o nosso caráter, inteligência e capacidade criativa não mudam de forma significativa, e que o sucesso é a afirmação da inteligência natural de cada um. Lutar pelo sucesso ou tentar evitar o insucesso a qualquer custo é uma forma de manter os níveis e expectativas de cada um.

      2) Uma abordagem em crescimento que pressupõe o desafio e a superação. Quem a tem vê as falhas como uma forma de melhorar, evoluir e falhar menos.

      A diferença entre estas duas abordagens pode estar na educação. Se os pais reagem aos sucessos dos filhos, como as boas notas, com base na sua inteligência, vão implantar neles uma abordagem fixa relativamente ao sucesso. Se, pelo contrário, os pais estimulam nos filhos a ideia de que os seus sucessos são baseados no esforço vão impulsionar o desenvolvimento de uma abordagem em crescimento.

      9 – As mães trabalham

      Mais do que uma tendência em crescimento, as mulheres e mães trabalhadoras são uma banalidade dos dias de hoje. E isso parece ser positivo para o sucesso das crianças.

      De acordo com uma pesquisa de Harvard há benefícios significativos no facto de as crianças crescerem com mães que trabalham. Este estudo descobriu que as filhas de mães que trabalham fora de casa estudam até mais tarde e têm maior probabilidade – mais 23% do que as filhas de mães que trabalham em casa – de vir a ter um cargo profissional de supervisão e a ganhar mais dinheiro.

      No caso dos filhos (rapazes) de mães que trabalham fora de casa, o estudo também revelou que tendem a realizar mais tarefas domésticas e tarefas relacionadas com os filhos – passam mais 7h30 a tratar da casa e mais 25 minutos por semana a tratar dos filhos do que os filhos de mães que não têm empregos fora.

      http://visao.sapo.pt/atualidade/estudo-do-dia/2016-12-01-As-9-caracteristicas-que-todos-os-pais-de-miudos-com-sucesso-tem-em-comum

      10 alimentos que nos fazem falta. E não tem a ver com dietas, mas com saúde

      Se, há uma década, a lista que se segue viesse parar às nossas mãos, teríamos dificuldade em decifrar alguns dos produtos. Mas são estes que deveriam cair mais nos nossos pratos

      Quinoa

      A semente que pode acabar com a fome

      Em 2013, a FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, decretou que esse seria o Ano Internacional da Quinoa. Com a celebração chamou-se a atenção para o papel dessa semente na biodiversidade e o seu enorme valor nutricional na erradicação da pobreza. Apesar de ser a base da alimentação andina há mais de sete mil anos e de gozar de óptima reputação entre os vegetarianos ou celíacos (intolerantes aos glúten), a quinoa tem entrado aos poucos na generalidade da gastronomia europeia.

      Benefícios:

      Possui 14% de proteínas, mais do dobro das que existem no trigo, e é rica em aminoácidos essenciais (os que só se costumam encontrar na carne, peixe, ovos, leite ou soja) e em vitaminas (A, B6, B1, E e C), minerais (cálcio, fósforo, cobre, magnésio, cloro e zinco) e ácidos gordos.

      Dica na cozinha

      Adapta-se a quase todo o tipo de alimentos, em termos de absorção de molhos. Basta pô-la no dobro da água, como o arroz, e deixar cozer. Depois, é só lavá-la, secá-la e comê-la rapidamente, para não ficar viscosa.

      Muito gordurosas, estas sementes são ricas em ómega 3, vitamina E, magnésio, fósforo, potássio, cálcio e ferro. De sabor suave, combinam bem com iogurte, saladas, refogados de legumes ou de carne, arroz e até sopa.

      Muito gordurosas, estas sementes são ricas em ómega 3, vitamina E, magnésio, fósforo, potássio, cálcio e ferro. De sabor suave, combinam bem com iogurte, saladas, refogados de legumes ou de carne, arroz e até sopa.

      Sementes

      Mas sem exagerar

      Aos poucos, os portugueses foram introduzindo as sementes, que normalmente nos chegam da América do Sul ou da Ásia, nos seus pratos. E de tal forma se encantaram com as suas fibras, vitaminas e minerais, que abusaram.

      Recentemente, alguns médicos vieram a público recomendar parcimónia na sua ingestão (nunca ir além das duas colheres de sopa diárias). À parte dos excessos, há que realçar a sua versatilidade, porque têm pouco sabor. Na verdade, alteram mais a consistência das receitas do que propriamente o seu paladar. Abóbora, sésamo, chia, girassol e linhaça são os exemplos mais comuns.

      Benefícios:

      As suas propriedades variam consoante a espécie, mas a fibra é comum a todas elas. Já se sabe que isso favorece o bom funcionamento dos intestinos. Idealmente, devem misturar-se diferentes tipos de sementes para obter benefícios mais variados, que vão das gorduras saudáveis ao cálcio, por exemplo.

      Dica na cozinha:

      Há tantas sementes no mercado como as suas possibilidades de utilização: em sumos, batidos, sopas, saladas, leites, iogurtes, bolos, bolachas ou doces de colher.

      Curcuma

      A raiz que deixa os dedos amarelos

      Existem vários estudos científicos que se debruçam sobre os benefícios da curcuma, uma prima afastada do gengibre, também chamada de açafrão-da-índia talvez por ser usada nesse país há mais de 2500 anos. Dizem que as propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antivirais, antibacterianas, antifúngicas e anticancerígenas desta raiz podem desempenhar um papel importante na prevenção e tratamento das doenças inflamatórias crónicas. Há suplementos para se tomar, mas a versatilidade da permite-lhe entrar facilmente em várias receitas.

      Benefícios:

      Reduz as células de gordura acumuladas, inibe a absorção de colesterol nocivo, ajuda a equilibrar os níveis de açúcar, minimiza os efeitos dos excessos dos hidratos de carbono e mantém a saciedade.

      Dica na cozinha:

      Pode adicionar um pedaço da raiz (ou a sua versão em pó) aos legumes salteados, ao húmus ou à sopa.

      Aveia

      Esta é a sua era

      Este cereal caiu nas graças dos nutricionistas na mesma proporção em que o trigo caiu em desgraça. Não admira: tem cálcio, ferro, proteínas, vitaminas, hidratos de carbono e fibra solúveis.

      São estas últimas que lhe garantem tão boa reputação, por estarem relacionadas com um bom funcionamento intestinal e manutenção de níveis adequados de colesterol.

      Benefícios: É muito utilizada em dietas de emagrecimento, mas também deve fazer parte de um regime saudável, especialmente se se quiser ficar longe de níveis elevados de colesterol ou de tensão arterial.

      Dica na cozinha:

      É comum em doces (bolachas e queques, por exemplo), mas a forma mais consumida é em papas, ideais para um pequeno-almoço saudável

      Microalgas

      Os vegetais do mar

      As microalgas, como a spirulina ou a chlorella, são a nova coqueluche dos suplementos alimentares, e já há quem lhes chame vegetais do mar. A boa nova é que, além do cultivo para comercialização, agora existem comprimidos para os que não toleram o sabor característico deste novo alimento, mas ainda assim querem absorver os seus benefícios. No caso da spirulina, recebe-se uma dose generosa de vitaminas (A, E, K e complexo B), ferro e clorofila. É também considerada um anti-inflamatório e um estimulador do sistema imunitário.

      Benefícios:

      São uma excelente fonte de ferro, zinco e selénio, assim como aminoácidos e proteínas.

      Dica na cozinha:

      A dose recomendada de spirulina é de uma a duas colheres por semana (caso se consuma em pó, mas também existem as versões desidratadas e frescas), que se podem juntar a batidos, sumos, saladas ou sopas

      Queijo quark

      Quase parece um iogurte

      Trata-se de um queijo feito a partir do leite de vaca, muito popular na Alemanha, com uma consistência bastante cremosa e de sabor ácido, a remeter para o iogurte. A sua grande vantagem é não ter muita gordura (há versões 0%), que contrasta com o elevado teor de proteína. E por isso muito apreciado por desportistas – uma óptima opção para aqueles que procuram aumentar a massa muscular.

      Benefícios:

      Como é rico em cálcio, favorece a boa saúde óssea.

      E, ao conter poucos hidratos de carbono, torna-se um aliado de regimes alimentares que se apoiem na sua restrição.

      Dica na cozinha:

      Liga bem com frutas, canela, mel e cereais, mas também pode ser utilizado como substituto das natas, em molhos.

      Trigo Sarraceno

      Que na verdade não é trigo

      Este alimento, muito usado na culinária ucraniana, é biológico por defeito, pois cresce sozinho sem precisar de pesticidas e ainda enriquece os solos.

      Além disso, deixa-se cozinhar facilmente, sendo bastante versátil. Pode substituir o arroz ou outro cereal e até ser usado na massa dos crepes, em vez da farinha. Além disso, o trigo sarraceno, que se chama assim só que não é trigo nem sequer um cereal mas sim a semente de um fruto, pode ser um substituto da carne e do peixe, dados os seus elevados níveis de proteína.

      Benefícios:

      Uma chávena de trigo sarraceno fornece 34% da dose diária recomendada de magnésio, mineral essencial para a saúde muscular. Também ajuda a prevenir o aparecimento de doenças cardiovasculares e diabetes, pois tem impacto nos níveis de açúcar no sangue.

      Dica na cozinha:

      Na sua versão em farinha, pode usar-se para fazer crepes, isentos de glúten, juntando apenas 1/3 de uma chávena a seis colheres de sopa de água e uma pitada de sal.

      GettyImages

      Coco

      Assim e assado

      O fruto que dizem ter origem na América do Sul (apesar de 80% da área plantada com coqueiros se situar na Ásia), está cada vez mais à mão de semear. Se, antes, o seu leite já era utilizado na gastronomia portuguesa, agora consome-se de inúmeras formas: em óleo, manteiga, iogurte, farinha e açúcar. Até há meia dúzia de anos, o coco não era considerado um ingrediente saudável, por causa do seu teor calórico, mas, pela quantidade elevada de minerais, vitaminas e propriedades antioxidantes, pode ser consumido de forma moderada e incluído numa dieta diversificada.

      Benefícios:

      A água de coco, só para usar o exemplo mais conhecido, é extremamente diurética e contém níveis elevados de potássio. Além disso, ainda fornece zinco e manganésio.

      Dica na cozinha:

      Devido à diversidade em que se apresenta, dá para integrar o coco em receitas de granolas, biscoitos, bolos, gelados e cremes.

      TOBIAS SCHWARZ/ Getty Images

      Gengibre

      Ou uma pitada de picante

      Originário da China e da Índia, trata-se de um alimento termogénico – acelera o metabolismo, fazendo com que este gaste mais energia, proporcionando perda de peso. Além disso, também já se provou que esta raiz de toque picante é rica em propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Apesar de existir em Portugal desde o reinado de D. João III, no século XVI, só há bem pouco tempo passou a estar mais presente na nossa culinária.

      Benefícios:

      Na sua versão seca (a mais utilizada), é rico em manganésio. Diz-se que ajuda no tratamento de enjoos e náuseas, pois facilita a digestão das gorduras.

      Dica na cozinha:

      A tisana de gengibre é deliciosa, forte e muito fácil de fazer (basta juntar água a ferver a um pedaço de raiz).

      Abacate

      Gordo mas bom

      Durante muito tempo, este fruto oriundo da América Latina foi desprezado pelos especialistas em alimentação, devido ao seu alto teor de gordura.

      Hoje, sabe-se que a sua polpa macia é uma fonte de gorduras, sim, mas das saudáveis, daquelas com propriedades anti-inflamatórias, capazes de aumentar o colesterol bom e combater o mau. O abacate tem alto teor proteico, muitas vitaminas e triptofano, um aminoácido que trabalha na síntese da serotonina, a hormona do bem-estar.

      Benefícios:

      Ajuda a hidratar a pele e os cabelos e a melhorar a circulação sanguínea. Também atua como antioxidante e melhora o controlo do colesterol.

      Dica na cozinha:

      Além do óbvio guacamole, prato mexicano com base em abacate, recomenda-se usá-lo, bem esmagado, para substituir a maionese.

      http://visao.sapo.pt/visaomais/2017-08-06-10-alimentos-que-nos-fazem-falta.-E-nao-tem-a-ver-com-dietas-mas-com-saude

      A Tabela Montessori: tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade

        (ATUALIZAÇÃO: TABELA CRIADA POR BLOG DA DIIIRCE)

        Nesta postagem trago para vocês a Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade.

        Como sempre acontece na educação, existem partidários fiéis e detratores da pedagogia de Maria Montessori. Muitos afirmam que a educação, como está estruturada hoje, não vê como viável a metodologia da famosa educadora italiana do século XIX e início do século XX. Para ela, a escola não é apenas um espaço para um professor transmitir conhecimentos de forma direta. Maria Montessori argumentou que a criança irá desenvolver suas próprias habilidades, de uma forma mais livre, a partir de materiais de ensino especializados.

        As salas de aula teriam alunos de diferentes idades, onde as próprias crianças seriam livres para escolher o material com o qual querem trabalhar e expandir suas habilidades de forma mais independente. Eles próprios definiriam seus ritmos de aprendizagem de acordo com suas particularidades, envolvidos sempre em um contexto menos rígido, onde as lousas não seriam tão importantes e as crianças teriam a liberdade de movimento na sala de aula.

        A perspectiva pedagógica de Maria Montessori teve um impacto global e renovou muitos métodos educativos realizados até então, a ponto de “chocar” os setores do ensino clássicos e mais conservadores.

        Hoje, este método que enfatiza, acima de tudo, a liberdade de aprendizagem e a responsabilidade do próprio aluno no processo de aquisição de novos conteúdos, não é apreciado na maioria das instituições. Podemos encontrar este método em algumas escolas particulares onde são trabalhadas muitas dessas estratégias interessantes, mas a pedagogia de Montessori não é o pilar da nossa educação atual (pelo menos não no Brasil).

        Agora, neste ponto, você pode se perguntar: Onde foi parar o papel das mães e dos pais na educação dos filhos? Era importante? Era e continua sendo vital. O apoio, a orientação e o cuidado dos pais são fundamentais para educar crianças felizes, adultos independentes e boas pessoas no futuro.

        A seguir, deixamos 15 dos princípios enunciados por Maria Montessori.

    • Lembre-se sempre de que a criança aprende com o que está ao seu redor. Seja seu melhor modelo.

      1. Se você critica muito o seu filho, a primeira coisa que ele aprende é julgar.

      1. Por outro lado, se você o elogia regularmente, ele vai aprender a valorizar.

      1. O que acontece se você mostrar a sua hostilidade à uma criança? Ela vai aprender a brigar.

      1. Se for ridicularizada com frequência, a criança se tornará uma pessoa tímida.

      1. Ajude seu filho a crescer se sentindo seguro em todos os momentos, e ele aprenderá a confiar.

      1. Se você menospreza o seu filho frequentemente, um sentimento muito negativo de culpa irá se desenvolver nele.

      1. Faça seu filho ver que as ideias e opiniões dele são sempre aceitas, assim, ele se sentirá bem consigo mesmo.

      1. Se a criança vive em uma atmosfera onde se sente cuidada, integrada, amada e necessária, aprenderá a encontrar o amor no mundo.

      1. Não fale mal de seu filho nem quando ele está perto e nem quando está longe.

      1. Concentre-se no fato de que seu filho está crescendo e se desenvolvendo da melhor forma possível. Valorize sempre o lado bom da criança, para que nunca haja espaço para o mal.

      1. Sempre ouça ao seu filho e responda quando ele se aproximar de você com uma pergunta ou um comentário.

      1. Respeite seu filho, mesmo que ele tenha cometido um erro. Apoie-o e corrija-o, agora ou talvez um pouco mais tarde.

      1. Você deve estar disposto a ajudar seu filho se ele estiver a procura de algo, mas também deve estar disposto a deixá-lo encontrar as coisas sozinho.

      1. Quando falar com o seu filho, faça-o sempre da melhor maneira. Ofereça a ele o melhor que há em você.

      A Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade

      Todos nós queremos que os nossos filhos se tornem adultos responsáveis e educados. No entanto, a maioria dos pais passa o dia a limpar a bagunça de suas crianças. Se elas não forem ensinadas desde muito cedo a ajudar nas tarefas, dificilmente o farão quando crescerem.

      Ainda hoje muitos pais seguem as ideias de Maria Montessori  para educar com sucesso as crianças usando a lógica, o bom senso e a calma. Assim, os filhos conseguem desenvolver uma personalidade harmoniosa e equilibrada.

      Para conseguir isso, a escola Montessori criou uma tabela de tarefas de acordo com a idade de cada criança.

      A maioria são afazeres domésticos. O cumprimento destas tarefas irá ajudar os mais pequenos a desenvolver o seu pragmatismo, habilidades motoras e experiência sensorial, fazendo-os sentir úteis e importantes:

      A Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade

      A Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade (Está tabela foi criada pela BLOG DA DIIIRCE)

      Atualização: ESTÁ TABELA FOI RETIRADA DO BLOG DA DIIIRCE e criada por ela !!!

      “Quando uma criança se sente confiante, ela deixa de buscar a aprovação dos adultos a cada passo”. Maria Montessori