Quer um desportivo low cost? Eis 11 dicas para construir o seu

Se sempre desejou ter um carro mais rápido e divertido de conduzir, mas está “curto” de verba, porque não constrói o seu próprio desportivo? Eis 11 dicas relativamente baratas.

Especialmente para aqueles condutores menos afortunados (financeiramente falando, bem entendido) que até hoje nunca tiveram oportunidade de sentir nas mãos um verdadeiro desportivo, estando confinados ao seu utilitário de todos dos dias – por vezes, já com um excessivo número de anos e de quilómetros – , a possibilidade de dotarem o seu automóvel de um pouco mais de emoção pode soar como música para os ouvidos. Razão pela qual decidimos deixar aqui um total de 11 modificações acessíveis, capazes de tornar o seu modesto “carrito” numa máquina devoradora de quilómetros! E, sublinhe-se, em segurança…

Não sendo uma lista exaustiva, ou sequer elaborada com o objectivo de fazer do seu automóvel um carro de corridas, já sem qualquer aplicação ou uso no dia-a-dia, as dicas que aqui deixamos poderão, contudo, melhorar efectivamente a eficácia e as prestações do seu carro. Sem que, para tal, seja preciso abdicar de tudo quanto é conforto ou funcionalidade – qualidades apreciadas em qualquer veículo que, afinal, continuará a ser (também) o meio de transporte lá de casa!

1. Instale pneus de características desportivas

Sendo o único elemento que, no automóvel, verdadeiramente contacta com o solo, é também um componente importante na dinâmica exibida pelo veículo. Razão pela qual a nossa recomendação é que se deixe pneus de qualidade duvidosa ou em segunda mão, os quais têm à partida um rendimento muito deficiente, e opte antes por colocar uns pneumáticos de carácter mais desportivo. Preferencialmente, de marcas com melhor nome no mercado, como a Michelin, a Dunlop, a Bridgestone ou a Pirelli, que exibam laterais mais firmes e melhor tacto de condução. E todas elas oferecem gamas mais desportiva, como os Pilot Sport ou mesmo os Sport Cup, da Michelin.

Contudo, devem continuar a ser de medidas homologadas para o veículo em causa, pois de contrário não há inspecção que o aprove, sendo que deve igualmente preparar-se para surpresas desagradáveis com as seguradoras, em caso de acidente.

2. Coloque umas jantes novas, mas leves

É claro que umas jantes de 19″, num utilitário, dificilmente trarão agilidade ou até eficácia; já umas jantes de 16″, com umas borrachas mais desportivas montadas, poderão ser uma solução bem melhor e mais convincente! Trata-se, no fundo, também de estética; ainda que umas jantes de tamanho apropriado ao tipo e dimensões do automóvel (e homologadas) não deixem de ser também uma importante ajuda com vista a um melhor desempenho dinâmico!

Note que a troca de jantes de ferro por liga-leve não é apenas por uma questão de estética. O objectivo é, sobretudo, reduzir o peso não suspenso, que é precisamente o que mais influencia o desempenho da suspensão. E umas jantes mais leves ajudam o amortecedor e a mola a realizar melhor o seu trabalho.

3. Instale um kit de admissão desportivo

Sendo opinião geral que a grande maioria dos automóveis surge, de fábrica, com sistemas de admissão melhoráveis, existem já vários preparadores que disponibilizam kits de admissão desportivos que, por preços abaixo dos 200€, garantem um incremento da potência do motor, na ordem dos 3 a 10 cv – isto, dependendo sempre também da cilindrada e alimentação.

De resto, optimizando o fluxo de ar que entra no motor e reduzindo a temperatura na admissão, a maior parte destes sistemas são inclusivamente de montagem fácil, em poucos minutos, e exigindo apenas a utilização das ferramentas básicas e, claro, respeitar as instruções.

Obviamente, ajuda se o veículo em causa possuir um tipo de injecção de combustível que se possa ajustar (automaticamente ou não) à quantidade de ar admitida, mas sobretudo à massa desse mesmo ar, pois é essa que conta no momento da mistura ar/combustível.

4. Introduza um sistema de escape desportivo

Não estamos a falar da simples ponteira, que garante exclusivamente uma sonoridade mais desportiva, mas sim de sistemas de escape completos, menos restritivos e com uma geometria optimizada, capaz de garantir uma melhor evacuação dos gases de escape. Sendo que, por um pouco mais, pode até acrescentar-lhe novos colectores de escape.

Seja como for, garantidos ficarão mais alguns cavalos de potência, a par de um barulho bem mais cativante; o que não significa necessariamente um volume mais alto… Convém é verificar se o ruído continua dentro dos limites impostos pela lei, mas há escapes desportivos que asseguram isso mesmo.

5. Mude para tubos de aço no sistema de travagem

Basicamente, trata-se de garantir um tacto mais agradável no pedal do travão, não tão esponjoso nas travagens mais a fundo. Algo que se consegue com a substituição das tubagens em borracha que geralmente os carros trazem de fábrica, por tubos de aço que, além de não se deformarem, garantem uma injecção mais eficiente dos fluidos hidráulicos. Assegurando, ao mesmo tempo, uma melhor travagem.

6. Troque de óleo de travões e de pastilhas

Já que está concentrado no sistema de travagem, aproveite para mudar de óleo de travões. Não só deve substituí-lo com alguma regularidade, pois tende a absorver humidade e, logo, a perder eficácia, como deve procurar um óleo que resiste melhor a altas temperaturas, uma vez que o mais provável é que passe a conduzir mais depressa e a esforçar mais o sistema de travagem.

É claro que deveria mudar de maxilas, que lhe permitissem montar pastilhas de maiores dimensões. Mas isso representa um investimento assustador. Como esse não é o objectivo, concentre-se apenas nas pastilhas. Monte a medida de origem, mas procure outro material, pois existem umas que resistem melhor a uma utilização intensiva. Só um aviso: não fazem muito bem aos discos. Mas isso é outra conversa.

7. Instale barras estabilizadoras

Sendo um dos upgrades mais acessíveis que podemos instalar num automóvel, montar barras estabilizadoras mais grossas é também uma das soluções que mais facilmente altera, para melhor, o comportamento do automóvel. Desde logo, pelo facto de reduzirem o adornar da carroçaria em curva, sejam elas montadas no eixo dianteiro ou traseiro – ou em ambos –, tornando dessa forma o carro mais ágil e preciso, além de com um melhor comportamento em curva.

E o mais curioso é que recorrer a barras mais grossas não torna a suspensão mais dura em recta (ou seja, sempre que as duas rodas são solicitadas em simultâneo), mas exclusivamente em curva (quando apenas uma das rodas é solicitada), que é exactamente o que necessitamos.

8. Opte por amortecedores e molas mais duras

Não são raros os automóveis que acabam por melhorar o seu desempenho apenas e só com a instalação de novos amortecedores e molas, um pouco mais firmes. Sendo mesmo, a par da colocação das barras estabilizadoras, a solução que mais contribui para que tenhamos um carro, seja ele qual for, mais entusiasmante de conduzir.

No entanto, atenção: antes de escolher os amortecedores ou as molas, o melhor mesmo é informar-se, em fóruns na Internet ou até mesmo junto da marca, sobre quais as melhores soluções, em função do modelo do automóvel. Sendo que, uma vez chegado a uma conclusão, também valerá a pena ponderar sobre o uso que se pretende dar ao veículo e o tipo de estrada em que irá circular. Lembre-se que umas suspensões excessivamente rijas tornam o carro muito saltitão, com perdas de aderência muito repentinas, o que é mau para a diversão. Especialmente, se a estrada estiver molhada.

9. Evolua o sistema de travagem

Porque tão importante como acelerar é travar, a opção pela colocação de um sistema de travagem melhorado, por exemplo, com umas pastilhas de travão de alto rendimento e a substituição dos quatro discos e das respectivas pinças por uma solução de maiores dimensões, deve ser sempre levada em linha de conta. Em particular, se o leitor for daqueles condutores que se pela por umas voltinhas em estradas de montanha ou em track days. E não se esqueça da bomba central, aquela que é pressionada quando carrega no pedal do travão, pois é aí que tudo começa.

10. Reprograme (conscientemente) a centralina

Ora aqui está um tema que requer muito cuidado, atenção… e informação. Porque exige a intervenção de pessoal especializado e não demasiada ambição; no máximo, um aumento da potência em não mais que 20%, se o motor em causa estiver equipado com turbocompressor, cuja pressão seja gerida pela centralina.

Um maior incremento pode resultar num esforço perigoso de alguns componentes mecânicos e até encurtar consideravelmente o período de vida de componentes do motor – a começar pelo turbo, mas incluindo igualmente o interior do motor.

11. Novos assentos, volante, alavanca da caixa

A par de todas as alterações mecânicas e de software já referidas, importante, neste esforço de trazer mais emoção ao nosso carro de todos os dias poderá ser também a melhoria da forma como sentimos o automóvel. Nomeadamente, os bancos em que nos sentamos – por que não a instalação de uns assentos mais desportivos -, o volante com que conduzimos – por exemplo, um de tacto mais desportivo -, ou até mesmo a manete da caixa de velocidades que, se a alavanca for de menor altura, permitirá não só engrenar as relações mais rapidamente, como também oferecerá um outro tacto. Sendo que, para completar o pacote, uns pedais mais desportivos também não seriam uma má opção.

A terminar, referir apenas que de forma alguma quisemos fazer uma lista exaustiva. Até porque, já lá diz a sabedoria popular, “o carro é muitas vezes a imagem do seu condutor”. Importante é, sim, que todas as alterações que vier a fazer no seu automóvel sejam realizadas com garantias de segurança e fiabilidade, levando em linha de conta que acessível não é o mesmo que barato, e que, por vezes, “o barato, sai caro”. Sendo que a melhor forma de evitar situações desagradáveis no futuro é informar-se bem antes de comprar – e, para isso, os fóruns na Internet e as oficinas especializadas poderão ser uma boa solução.

Recomendador: descubra o seu carro ideal

Não percebe nada de carros, ou quer alargar os horizontes? Com uma mão-cheia de perguntas simples, ajudamo-lo a encontrar o seu carro novo ideal.

Recomendador: descubra o seu carro ideal

http://observador.pt/2017/06/07/quer-um-desportivo-low-cost-eis-11-dicas-para-construir-o-seu/

As 9 características que todos os pais de miúdos com sucesso têm em comum

AFP/ Getty Images

Vários estudos científicos relacionam a educação com o sucesso. E há pelo menos 9 semelhanças entre os pais de filhos que se deram bem na vida

Todos os pais querem que os seus filhos não se metam em sarilhos, tenham sucesso escolar e uma vida cheia de alegrias. Não há uma receita certa, mas várias investigações têm vindo a apontar alguns caminhos e factores que não determinam mas podem influenciar ou prever o sucesso futuro. Aqui ficam 9 coisas que pais de miúdos bem sucedidos têm em comum:

1 – Põem os miúdos a fazer tarefas

Pode não ser fácil e gerar alguma tensão familiar mas pôr as crianças a fazer algumas tarefas domésticas só lhes faz bem, além de ser uma ajudinha extra para os pais. Julie Lythcott-Haims, da Universidade de Stanford e autora do livro “Como criar um adulto“, disse numa Ted Talk: “Se os miúdos não estão a tratar da sua louça é porque alguém o está a fazer por eles. E estão a ser absolvidos não apenas do trabalho, mas também de aprenderem que o trabalho tem de ser feito e que cada pessoa deve contribuir para melhorar o que é de todos”.

Segundo a autora, as crianças que cumprem tarefas em casa tornam-se profissionais que colaboram mais com os colegas, criam mais empatia porque reconhecem o esforço necessário e são capazes de desenvolver tarefas de forma independente.

As bases desta teoria são do “Harvard Grant Study”, o mais vasto estudo longitudinal dos Estado Unidos sobre o desenvolvimento de pessoas adultas

Ao Tech Insider, Julie Lythcott-Haims explica: “Ao pô-los a fazer tarefas – pôr o lixo na rua, tratar das suas roupas – fazemos com que se apercebam de que têm de trabalhar. Devem saber que as suas vidas não se centram só neles e que pertencem a um ecossistema, a uma família ou a um local de trabalho partilhados”.

2 – Mantêm as expectativas altas

Um estudo conduzido pela Universidade da Califórnia, envolvendo 6600 crianças nascidas nos Estados Unidos em 2001 veio descobrir que as expectativas que os pais têm para os seus filhos têm um efeito considerável nas suas realizações futuras: 57% das crianças que tiveram menos sucesso tinham pais que esperassem que chegassem ao ensino superior. Mas 96% das crianças que foram bem sucedidas tiveram pais que ambicionavam que chegassem e concluíssem o ensino superior.

3 – Ensinam-lhes capacidades sociais

A simpatia e abertura para fazer amigos podem ser fundamentais para definir o sucesso dos seus filhos. Dois grupos de investigadores – da Universidade da Pensilvânia e da Universidade Duke na Carolina do Norte – avaliaram mais de 700 crianças de vários estados americanos durante o período em que frequentaram o jardim-de-infância e até aos 25 anos. O que descobriram foi uma correlação muito forte entre as capacidades sociais reveladas e praticadas no jardim-de-infância e o seu sucesso enquanto adultos duas décadas depois.

Segundo as conclusões do estudo, as crianças com mais competências sociais – que cooperam e ajudam os colegas e que parecem ter facilidade em compreender os seus sentimentos – têm uma maior probabilidade de conseguir um diploma universitário e ter um trabalho a tempo inteiro aos 25 anos do que aqueles que revelavam poucas capacidades sociais no jardim-de-infância. Os miúdos com mais limitações ao nível das capacidades sociais também revelaram uma maior probabilidade serem presos, terem problemas com álcool e de se candidatarem a habitações sociais

O que o estudo mostra é que ” ajudar as crianças a desenvolver capacidades sociais e emocionais é uma das coisas mais importantes que podemos fazer para os preparar para um futuro saudável”, diz Kristin Schubert, Diretora da publicação Robert Wood Johnson Foundation que reuniu os resultados deste estudo.

4 – Têm relações saudáveis com os filhos e parceiros

Os pais podem estar separados ou juntos mas o que importa, em nome do sucesso dos mais novos, é que mantenham relações saudáveis e positivas com eles e entre si. De acordo com um estudo da Universidade de Illinois, as crianças que vivem em ambientes de conflito, tendem a ter um futuro mais instável do que as outras.

O professor e autor do estudo, Robert Hughes, acrescenta ainda que há crianças com famílias monoparentais saudáveis que reportam muito mais sucesso no futuro do que as que têm os pais juntos mas problemas de conflito permanente entre ambos. Um ambiente calmo, de respeito e compreensão é sempre propicio a um desenvolvimento de sucesso.

Os problemas de adaptação da relação dos pais no pós-divórcio, que por vezes vem acompanhado de alguma tensão, também têm consequências negativas para as crianças, diz Robert Hughes.

Um outro estudo veio concluir que o ideal será um contacto frequente entre as crianças e os pais sem a custódia, em vez da luta ou discussão pela custódia e visitas surpresa ou esporádicas. Ter cuidado com este tipo de postura facilita a adaptação das crianças ao divórcio e, depois, à vida futura.

5 – Têm um nível educacional mais elevado

As expectativas pessoais são, muitas vezes, o reflexo das expectativas e ambições dos pais. Um estudo de 2014 da psicóloga Sandra Tang, da Universidade de Michigan, veio afirmar que as mães que acabam o secundário e a faculdade têm mais probabilidade de vir a criar filhos que sigam o mesmo caminho.

O estudo teve a participação de 14 mil crianças a frequentarem o jardim de infância entre 1998 e 2007 e concluiu que os filhos de mães adolescentes (de 18 anos ou mais novas) têm menor probabilidade de concluir os estudos secundários e superiores.

Ou seja, as aspirações educacionais dos pais têm influência sobre as aspirações dos filhos. Num estudo longitudinal feito em 2009 por pelo psicólogo Eric Dubow e que incluiu os testemunhos de 856 pessoas de zonas rurais veio descobrir-se que “o nível educacional dos pais quando as crianças têm 8 anos faz prever de forma significativa o seu sucesso educacional e profissional nos 40 anos de vida seguintes”.

6 – São pais menos stressados

De acordo com uma pesquisa recente, citada pelo Washington Post, o número de horas que as mães passam com os seus filhos – entre os 3 e os 11 anos – tem pouco impacto no futuro comportamento, bem-estar e sucesso dos miúdos. O que verdadeiramente pesa é a qualidade e calma dos momentos que partilham.

“O stress das mães, especialmente causado por problemas profissionais ou precisamente por não terem tempo para estar com os filhos, pode afetá-los de forma negativa”, diz Kei Nomaguchi, um dos autores desta pesquisa.

Chama-se contágio emocional e é o fenómeno psicológico pelo qual as pessoas “apanham” os sentimentos (mais ou menos como quem apanha um vírus ou uma constipação) e ajuda a explicar estes resultados. Da mesma forma que tendemos a partilhar os mesmos sentimentos com os nossos amigos quando estão felizes ou tristes, quando os apais estão exaustos, frustrados e em stresse, esse estado emocional pode ser transferido para os filhos

7 – Ensinam matemática aos filhos desde cedo

Em nome do sucesso dos seus filhos, não os poupe das contas

Uma análise feita em 2007 a 35 000 crianças americanas, canadianas e inglesas a frequentar o ensino pré-escolar revelou que o desenvolvimento de capacidades matemáticas pode ser altamente vantajoso para o seu futuro

“A importância primordial das capacidades matemáticas desde cedo – concretamente de começar a escola com conhecimentos dos números, da ordem dos números e outros conceitos matemáticos simples – é uma das principais conclusões do nosso estudo”, disse o coautor Greg Duncan num comunicado de imprensa sobre o tema.

“A mestria da matemática desde cedo faz prever não apenas as capacidades matemáticas, faz também prever as futuras capacidades de leitura”, acrescentou Greg Duncan.

8 – Valorizam os esforços dos seus filhos

É importante que as crianças entendam de onde vem o sucesso: do esforço e do trabalho mais do que do talento. Há já várias décadas que a psicóloga Carol Dweck, da Universidade de Stanford, tem vido a descobrir as formas como crianças (e adultos) pensam acerca do sucesso. As pesquisas e conclusões estão sintetizadas no livro “Mindset: The New Psychology of Success” e destacam-se duas formas fundamentais de pensar o sucesso:

1) Uma abordagem fixa que assume que o nosso caráter, inteligência e capacidade criativa não mudam de forma significativa, e que o sucesso é a afirmação da inteligência natural de cada um. Lutar pelo sucesso ou tentar evitar o insucesso a qualquer custo é uma forma de manter os níveis e expectativas de cada um.

2) Uma abordagem em crescimento que pressupõe o desafio e a superação. Quem a tem vê as falhas como uma forma de melhorar, evoluir e falhar menos.

A diferença entre estas duas abordagens pode estar na educação. Se os pais reagem aos sucessos dos filhos, como as boas notas, com base na sua inteligência, vão implantar neles uma abordagem fixa relativamente ao sucesso. Se, pelo contrário, os pais estimulam nos filhos a ideia de que os seus sucessos são baseados no esforço vão impulsionar o desenvolvimento de uma abordagem em crescimento.

9 – As mães trabalham

Mais do que uma tendência em crescimento, as mulheres e mães trabalhadoras são uma banalidade dos dias de hoje. E isso parece ser positivo para o sucesso das crianças.

De acordo com uma pesquisa de Harvard há benefícios significativos no facto de as crianças crescerem com mães que trabalham. Este estudo descobriu que as filhas de mães que trabalham fora de casa estudam até mais tarde e têm maior probabilidade – mais 23% do que as filhas de mães que trabalham em casa – de vir a ter um cargo profissional de supervisão e a ganhar mais dinheiro.

No caso dos filhos (rapazes) de mães que trabalham fora de casa, o estudo também revelou que tendem a realizar mais tarefas domésticas e tarefas relacionadas com os filhos – passam mais 7h30 a tratar da casa e mais 25 minutos por semana a tratar dos filhos do que os filhos de mães que não têm empregos fora.

http://visao.sapo.pt/atualidade/estudo-do-dia/2016-12-01-As-9-caracteristicas-que-todos-os-pais-de-miudos-com-sucesso-tem-em-comum

11 sinais de que os seus colegas de trabalho não o têm em grande conta.

Ninguém quer ser o “tolo de serviço” no local de trabalho… Mas como é um papel que alguém tem de desempenhar, aqui ficam 11 sinais para perceber se será o seu caso…

1 – Estão sempre a discutir consigo

Num grupo de trabalho há sempre quem adore uma boa discussão. Mas se forem vários e todos decidirem implicar consigo, pode ser um sinal de que o vêm como um alvo fácil ou como alguém que podem usar para provar a sua superioridade. Num artigo publicado no Psychology Today, a autora americana com vários livros publicados sobre o bullying e temas relacionados Signe Whitson alerta que, no entanto, é importante distinguir entre comportamentos que só representam falta de educação e os que podem ser considerados bullying. As discussões agressivas só devem ser consideradas um problema se repetidas várias vezes e se envolverem um desiquilíbrio de poder.

2 – São sarcásticos ou dão respostas demasiado curtas

Se as respostas dos seus colegas forem sempre monossilábicas e com um toque de sarcasmo é porque, provavelmente, não o valorizam muito, alerta o artigo do Business Insider que compilou estes 11 sinais.

3 – Têm uma linguagem corporal rude

Assumem uma postura trocista, reviram os olhos ou sorriem com desdém quando fala?

4 – Ignoram-no

Ao Daily Mail, Sandra Robinson, da Sauder School of Business da University of British Columbia sublinha que embora tenhamos sido ensinados que “é melhor não dizer nada quando não temos nada simpático para dizer”, o ostracismo “leva as pessoas a sentirem-se desamparadas, como se não merecessem qualquer atenção”.

5 – Riem-se de si

Quando alguém diz uma piada, o desejo é, claro, que todos se riam. Mas se os seus colegas se riem quando fala mesmo que não tenha dito nada engraçado, não é bom sinal. O mesmo se for constantemente alvo de piadas ou partidas.

6 – Parecem surpreendidos quando alguma coisa lhe corre bem

Quando faz algo que merece destaque no seu ambiente de trabalho, recebe os parabéns dos seus colegas ou, em vez disso, os seus olhares de espanto? Se for a segunda hipótese, pode ser sinal de que não têm as suas capacidades em grande conta.

7 – Nunca pedem a sua ajuda

Oferece-se para ajudar mas os seus colegas recusam sistematicamente? Será que acham que em vez de ajudar, só dia desajudar?…

8 – Recusam-se a ajudá-lo

Ou então o contrário: Pede ajuda e ninguém responde…

9 – Estão sempre a mentir-lhe

Se sente que as mentiras que os seus colegas lhe dizem vão além do “normal” num ambiente de trabalho, pode ser um sinal de que não o consideram capaz de as desmascarar.

10 – Está sempre a falar das suas capacidades “impressionantes”

“A coisa mais estúpida que alguém pode fazer é sobrestimar-se a si próprio”, alerta, ao The Independent, Balazs Aczel, do Instituto de Psicologia de Budapeste.”O que isso nos diz é que não é preciso ter um QI baixo para agir de forma estúpida”.

11 – Está sempre com medo de parecer incompetente

Um estudo da Harvard Business School descobriu que “as pessoas que pedem ajuda têm maior probabilidade de ser vistas como competentes, pelo menos pelas pessoas a quem estão a pedir”. Por isso, se está sempre com medo de parecer incompetente e não pede ajuda por essa razão… pense duas vezes: o efeito parece ser o contrário.

http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2017-07-03-11-sinais-de-que-os-seus-colegas-de-trabalho-nao-o-tem-em-grande-conta

Testemunha diz que mãe de Sócrates só tinha “casinhas de porteira”

AAp09HTTânia Gouveia foi uma das primeiras testemunhas a ser ouvidas pelo Ministério Público depois de José Sócrates ser detido, em novembro de 2014, por suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Durante nove anos viveu com António Pinto de Sousa, irmão de José Sócrates que morreu em 2011, em união de facto; juntos tiveram uma filha. A equipa que conduz a Operação Marquês estava interessada em compreender o património da família que José Sócrates usara frequentemente como argumento para a vida faustosa que levava enquanto era primeiro-ministro e depois de deixar de ser governante.

Tânia Gouveia foi taxativa: os imóveis de Maria Adelaide, mãe de José Sócrates e de António, eram “casinhas de porteira”. Casas pequenas e antigas, explicou, que valeriam hoje 35 mil euros. Mesmo a casa na zona histórica de Cascais para onde Maria Adelaide se mudara depois de vender o apartamento na Braamcamp seria um T1 mínimo, pouco maior do que a sala onde estava a ser ouvida no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), contou ao procurador Rosário Teixeira e ao inspetor tributário Paulo Silva. E seria com o dinheiro da venda dessas pequenas casas que Maria Adelaide conseguiria comprar um apartamento na Braamcamp? Tânia Gouveia não sabe como: a 25 mil euros cada, quantas casas de porteira seriam necessárias para pagar uma casa de meio milhão de euros, questionou.

Ao longo do seu depoimento, que ocorreu em dezembro de 2014, Tânia Gouveia explicou que António e José Sócrates eram “íntimos”, tal como íntima era a relação entre António e a mãe. Contou que fez várias viagens só com António, e sempre tratadas pelo gabinete de Sócrates quando aquele era primeiro-ministro, e sempre sem que tivesse de pagar um cêntimo. Contou ainda que fez outras com o então governante e uma série de amigos daquele – incluindo José Paulo Pinto de Sousa e Carlos Santos Silva, dois dos suspeitos de utilizarem as suas contas como contas de passagem de dinheiro que, na verdade, seria de José Sócrates. Foi ao Algarve por diversas vezes, a Veneza, ao Brasil, à zona de Itália que faz fronteira com a Áustria. Ficavam sempre em hotéis de cinco estrelas, chegaram a ter direito a motorista e pediam o que queriam, com as despesas a serem suportadas pelo ex-governante.

Aos investigadores, Tânia Gouveia assume que não teria dinheiro para pagar despesas daquele calibre. António receberia 700 euros como funcionário público; ela, dedicada ao imobiliário, pouco trabalhara desde que nascera a filha. Apesar dessas circunstâncias, a testemunha relatou ser habitual o ex-companheiro viajar para a Suíça, indo num dia e voltando noutro, dizendo que ia a bancos. Que dinheiro estaria nesse banco se António não tinha dinheiro?, queriam saber os investigadores. Tânia Gouveia contou que, segundo António, o dinheiro em causa seria de José Sócrates e de José Paulo Pinto de Sousa. Em que banco estava e quanto dinheiro era não sabia dizer, tudo o que envolvia o dinheiro da família era “um mistério”. E porque iria António? Tânia Gouveia também não compreendia, até porque António não saberia falar outros idiomas.

Para além do mais, acrescentou, dois dias depois da morte de António tinha sido obrigada a mudar de fechadura porque entraram em casa e levaram o passaporte de António e todos os extractos bancários. De acordo com o relato de uma vizinha, terá sido Maria Adelaide a fazê-lo. “Rapinou tudo”, disse aos investigadores, descrevendo que encontrou envelopes “gordíssimos” vazios. Usou o mesmo verbo “rapinar” para contar que o dinheiro que António teria em contas bancárias em Portugal – 20 ou 30 mil euros – também teria desaparecido. E quando foi à procura de um cofre – porque António lhe costumava dizer que se lhe acontecesse alguma coisa estava lá dinheiro suficiente para suportar a hipoteca e a educação da filha – também não encontrou cofre algum.

http://www.msn.com/pt-pt/noticias/sociedade/testemunha-diz-que-m%c3%a3e-de-s%c3%b3crates-s%c3%b3-tinha-%e2%80%9ccasinhas-de-porteira%e2%80%9d/ar-AAp0ji2?li=BBoPWjC

Está perto de incêndios? Saiba o que deve fazer para se proteger do fumo.

Os conselhos são dados pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Numa altura em que o país está a braços com violentos incêndios, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia alerta para os riscos que as populações correm e deixa alguns conselhos para quem esteve (ou está) exposto às consequências que o fumo provoca nos pulmões.

“A exposição prolongada a temperaturas elevadas é prejudicial à saúde, em geral, e, em particular, ao aparecimento ou descompensação das doenças respiratórias”, explica a coordenação da Comissão de Trabalho de Fisiopatologia Respiratória, acrescentando que a “agudização de doenças respiratórias crónicas é frequente neste período, constatando-se também o aparecimento de doenças agudas, como as broncopneumonias, que não acontecem somente no Inverno”.

Assim, seguem-se alguns conselhos dados por especialistas para tentar diminuir os riscos que representa o fumo proveniente dos incêndios, que há vários dias atingem, em particular, a região Centro.

Proteger a boca e o nariz

Proteja a boca e o nariz com máscaras ou lenços húmidos, pois desta forma não irá respirar na totalidade o fumo proveniente da chamas.

Ficar em casa

Se o incêndio não é no interior da sua habitação, nem está nas proximidades, o melhor que deve fazer é ficar em casa.

Janelas, portas e lareiras

Ainda dentro da habitação deve fechar as janelas, as portas e as tampas das lareiras. Caso seja necessário coloque panos húmidos nas frinchas das janelas e portas para evitar que o fumo entre para dentro de casa.

Purificação do ar

Mais uma vez, se o incêndio se encontra longe da sua habitação não saia de casa e, se tiver sistemas de purificação do ar, coloque-os em funcionamento. No caso de ter ar condicionado, o melhor a fazer é accionar a opção de recirculação do ar.

Muito calor

Mesmo que o incêndio não seja na sua casa ou nas imediações, caso esteja um calor excessivo dentro da habitação e não tiver qualquer meio para arrefecer o ar, o melhor que deve fazer é sair da sua habitação e procurar abrigo num local mais fresco e longe do fumo

Velas, gás e cigarros

Se permanecer em casa não fume, não acenda velas nem qualquer aparelho que funcione a gás ou a lenha para, desta forma, evitar o aumento da poluição dentro da habitação.

Conduzir com fumo

Se estiver a conduzir e se deparar com uma zona de fumo intenso deve fechar as janelas e os ventiladores e ligar o ar condicionado em recirculação.

Entrar em pânico

Mantenha-se calmo. Respire devagar e evite ao máximo entrar em pânico, pois essa situação só o vai prejudicar.

Medicação

Caso sofra de alguma doença do foro respiratório mantenha a medicação de socorro consigo e use-a se necessário. Se tiver ou mantiver as queixas deve então recorrer ao médico ou ao serviço de urgência mais próximo.

Não combater os incêndios

As pessoas que sofrem de doença grave ou de outra situação que as debilite em situações de calor não devem colaborar no combate às chamas.

https://www.noticiasaominuto.com/pais/838265/esta-perto-de-incendios-saiba-o-que-deve-fazer-para-se-proteger-do-fumo

CONTA E TEMPO

No século XVII, época do Barroco, os artistas eram dados a estes jogos. Às vezes até se ficavam pelos trocadilhos, não curando dos assuntos. Mas este tem assunto bem recheado de saber. Soneto, obra-prima do trocadilho, escrito no século XVII por Frei António das Chagas (António Fonseca Soares).

Deus pede estrita conta de meu tempo.

E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.

Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,

Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,

O tempo me foi dado, e não fiz conta.

Não quis, sobrando tempo, fazer conta.

Hoje, quero fazer conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,

Não gasteis vosso tempo em passatempo.

Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta!

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,

Quando o tempo chegar, de prestar conta,

Chorarão, como eu, o não ter tempo…

PGR confirma que há 64 vítimas mortais e divulga lista de nomes.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou esta terça-feira, em comunicado, que se registaram “até ao momento” 64 vítimas mortais nos incêndios de Pedrógão Grande, tendo divulgado a respectiva lista.

“Confirma-se, pois, a existência, até ao momento, de 64 vítimas mortais, cuja identidade se considera poder, agora, ser publicitada com segurança e sem perturbação da investigação”, afirma a PGR, no comunicado.

Segundo a RTP, o Ministério Público inquiriu a testemunha que tem vindo a alegar publicamente ter confirmado 73 vítimas mortais, entre as quais 9 não sinalizadas pelas autoridades, e refere ter encontrado “diversas imprecisões”, excluídas as quais houve “coincidência entre os nomes das vítimas mortais já identificadas no inquérito e os constantes da lista publicitada pela testemunha”.

“Da análise dos elementos recolhidos apurou-se haver diversas imprecisões quanto à identificação das pessoas indicadas na referida lista, bem como repetição de nomes em, pelo menos, 6 situações”, pode ler-se no comunicado da Procuradoria-Geral da República.

A divulgação dos nomes das vítimas dos incêndios surge depois de vários pedidos da oposição e de o primeiro-ministro ter remetido para o Ministério Público a eventual publicação destes nomes.

Segundo o Ministério da Justiça, na sequência do incêndio de Pedrógão, as equipas responsáveis pela Avaliação de Vítimas Mortais, compostas por elementos da GNR, Polícia Judiciária e médicos, “fizeram a identificação nos locais e, por ordem do Ministério Público, procederam à remoção dos corpos”.

Das 64 vítimas apuradas pelo Ministério Público, 61 foram encontradas na noite de 18 de Junho e madrugada de dia 19. Na manhã de dia 20, foram referenciados pela GNR à Polícia Judiciária e ao Instituto de Medicina Legal mais 2 vítimas.

A estas 63 vítimas mortais veio posteriormente juntar-se um bombeiro da corporação de Castanheira de Pêra, falecido já no hospital, para onde tinha sido transportado na sequência dos graves ferimentos sofridos no combate ao incêndio.

Da lista de vítimas continua de fora Alzira Carvalho, atropelada por uma viatura, que  tem sido considerada a 65ª vítima da tragédia, e acerca da qual o Ministério Público anunciou esta segunda-feira a abertura de um inquérito.

A mulher terá sido atropelada por um carro onde seguiam pessoas também em fuga das chamas. “Fugiu para ir ter com as vizinhas. Levava uma lanterna, o telemóvel e o dinheiro que tinha em casa e foi encontrada na estrada, com a cabeça e o braço partidos“, contou a filha de Alzira Costa, cuja casa acabou por não arder.

Os nomes das 64 vítimas oficiais

  • Afonso dos Santos Conceição

  • Américo Bráz Rodrigues

  • Ana Isabel Nunes Henriques

  • Ana Mafalda da Silva Correia Lacerda

  • Ana Maria Fernandes Boleo Tomé

  • Anabela Lourenço Quevedo Esteves

  • Anabela Maria Silva Lopes Carvalho

  • Anabela Pereira Araújo

  • António Lacerda Lopes da Costa

  • António Manuel Damásio Nunes

  • António Vaz Lopes

  • Armindo Rodrigues Medeiros

  • Aurora Conceição Abreu

  • Bianca Antunes Henriques Nunes

  • Bianca Sousa Machado

  • Didia Maria Santos Lopes Augusto

  • Diogo Manuel Carvalho Costa

  • Eduardo Antunes Costa

  • Eliana Cristina Francisco Damásio

  • Fátima Maria Carvalho

  • Fausto Dias Lopes da Costa

  • Felismina Rosa Nunes Ramalho

  • Fernando Fonseca Abreu

  • Fernando Freire dos Santos

  • Fernando Rui Simões Mendes Silva

  • Lucilia da Conceição Simões

  • Luis Fernando Piazza Mendes Silva

  • Manuel Abreu Fidalgo

  • Manuel André de Almeida

  • Manuel Bernardo

  • Margarida Marques Pinhal

  • Maria Arminda Bastos Godinho e Abreu

  • Maria Augusta Henriques Ferreira

  • Maria Cipriana Farinha Branco Almeida

  • Maria Cristina da Silva Gonçalves

  • Maria da Conceição Nunes Graça

  • Maria Helena Henriques da Silva

  • Maria Leonor Arnauth Neves

  • Maria Luisa Courela Antunes Rosa

  • Maria Odete Anacleto Bernardo

  • Maria Odete Rosa Rodrigues

  • Mário Fernando Antunes Carvalho

  • Martim Miguel Sousa Machado

  • Miguel Santos Lopes da Costa

  • Nelson André Damásio Nunes

  • Paulo Miguel Valente da Silva

  • Ricardo Carvalho Martins

  • Rodrigo Miguel Cardita Rosário

  • Sara Elisa Dinis Costa

  • Sara Peralta Antunes

  • Sérgio Filipe Quintas Duarte

  • Sérgio Teixeira Machado

  • Sidnel Belchior Vaz do Rosário

  • Susana Maria Marques Pinhal

  • Vasco Antunes Rosa

  • Vitor Manuel Conceição Passos Rosa

  • https://zap.aeiou.pt/pgr-confirma-ha-64-vitimas-mortais-divulga-lista-168050